Governo define datas para recesso no Natal e no Ano Novo; veja regras

Escritório com decoração natalina
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O governo federal definiu as regras para o recesso de Natal e Ano Novo dos servidores públicos federais em 2026. O período será dividido em dois blocos: de 21 a 25 de dezembro e de 28 de dezembro a 1º de janeiro de 2027.
A regra vale para servidores e empregados públicos, temporários e estagiários que trabalham em órgãos do governo federal.
O recesso é facultativo. Ou seja, quem não quiser aderir deverá trabalhar normalmente, mantendo a jornada habitual.
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Como será o recesso
Os servidores deverão se dividir entre os dois períodos para garantir que os serviços públicos continuem funcionando, principalmente aqueles que envolvem atendimento ao público. Assim, cada órgão deverá organizar o revezamento dos funcionários entre as duas semanas.
O recesso, portanto, não significa que todos os servidores ficarão afastados ao mesmo tempo.
As horas não trabalhadas durante o recesso deverão ser compensadas posteriormente. O período para fazer essa compensação começa em 1º de outubro de 2026 e vai até 31 de maio de 2027.
Para quem trabalha presencialmente e não participa do Programa de Gestão e Desempenho (PGD), a compensação poderá ser feita com a antecipação do início da jornada ou com a extensão do horário de trabalho, respeitando o funcionamento do órgão.
Já quem participa do PGD, seja presencialmente ou em teletrabalho, deverá compensar as horas por meio do cumprimento das entregas previstas no plano de trabalho.
A compensação poderá aumentar a jornada em, no máximo, duas horas por dia para servidores, empregados públicos e contratados temporários. Para estagiários, o limite é de uma hora por dia.
Quem aderir ao recesso e não compensar as horas dentro do prazo terá desconto proporcional na remuneração.
A regra foi estabelecida pela Portaria SRT/MGI nº 6.342, publicada pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) no Diário Oficial da União na última terça-feira (4).

BC vê inflação desacelerando, mas aponta pressão do petróleo e de gastos públicos

Selic: Copom reduz taxa básica de juros para 14% ao ano
O Banco Central observou nesta terça-feira (11) que a inflação para os consumidores desacelerou nos últimos meses, embora ainda permaneça acima da meta, e apontou que há pressão dos gastos públicos (estimulando a demanda) e de choques de oferta, como a alta do petróleo — decorrente da guerra no Oriente Médio.
As análises constam na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, realizada na semana passada, quando a taxa básica de juros da economia brasileira foi reduzida para 14% ao ano — no quarto corte seguido.
Em termos reais, porém, o juro brasileiro ainda é o maior do mundo, segundo levantamento da MoneYou.
“No contexto atual de incerteza em níveis historicamente elevados, com riscos assimétricos na direção altista para os preços, o Comitê reitera que a magnitude do ciclo de calibração será ajustada à luz da evolução do cenário, de forma a manter a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, informou o BC, a ata do Copom.
➡️Com isso, a autoridade monetária não indicou o que poderá fazer na próxima reunião do Copom, marcada para 15 e 16 de setembro, deixando a porta aberta para tomar a decisão somente nos dias do encontro — com base nos últimos indicadores da economia.
🔎A taxa básica de juros da economia é o principal instrumento do BC para tentar conter as pressões inflacionárias, que tem efeitos, principalmente, sobre a população mais pobre.
Inflação de junho é a menor para o mês em 3 anos, mas ainda está acima do teto da meta estabelecida pelo Banco Central
Jornal Nacional/ Reprodução
➡️O BC acrescentou que o cenário atual, caracterizado por significativo aumento da incerteza, com as expectativas de inflação para os próximos anos acima da meta (central de 3%) e “riscos elevados em torno do cenário base, demanda serenidade e cautela na condução da política monetária”.
“O Comitê seguirá incorporando novas informações e acompanhando a evolução do cenário de forma a manter a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, informou o Banco Central.
Gastos públicos
O Banco Central informou, na ata da última reunião do Copom, que há evidências de que a política de juros altos, implementada nos últimos anos, apesar dos cortes recentes da taxa Selic, estejam surtindo efeito sobre a inflação — que tem mostrado desaceleração.
“Embora a política monetária [juros altos] esteja contribuindo de forma determinante para o processo de desinflação, a inflação permanece pressionada pela demanda, exigindo que a política monetária mantenha caráter restritivo [taxas ainda elevadas para padrões brasileiro e internacionais]”, informou o Copom.
➡️O BC apontou, também, que a chamada “política fiscal” (relativa aos gastos públicos) tem um impacto de curto prazo na inflação, “majoritariamente” por meio de estímulo à demanda agregada (pressionando a taxa de juros). Avaliou, ainda, que o aumento de gastos “tem potencial de afetar a percepção sobre a sustentabilidade da dívida e impactar o prêmio a termo da curva de juros”.
“Uma política fiscal que atue de forma contracíclica [corte de gastos para conter a inflação] e contribua para a redução do prêmio de risco favorece a convergência da inflação à meta. O Comitê reafirma a visão de que o esmorecimento no esforço de reformas estruturais e disciplina fiscal, o aumento de crédito direcionado e as incertezas sobre a estabilização da dívida pública têm o potencial de elevar a taxa de juros neutra da economia, com impactos deletérios sobre a potência da política monetária e, consequentemente, sobre o custo de desinflação em termos de atividade”, acrescentou.
Em entrevista ao g1 no começo de julho, o ministro da Fazenda, negou que decisões do governo federal sejam a principal causa dos juros elevados no país e afirmou que a equipe econômica fará um ajuste nas contas públicas nos próximos anos para cumprir as metas fiscais.
“Eu não estou procurando culpados. Porque assim, quem é menos culpado é o Ministério da Fazenda por conta da taxa de juros. (…) Nós temos que discutir qual a razão da taxa de juros estar nesse patamar. O debate fiscal, ele importa para a taxa de juros, mas não é a solução, porque essa é a resposta fácil”, disse o ministro da Fazenda, na ocasião.
Choques de oferta
O Banco Central avaliou, também, que a política de gastos públicos não é a única a pressionar a inflação corrente e as expectativas para os próximos anos. Segundo a instituição, choques de oferta, como o aumento do preço do petróleo decorrente da guerra no Oriente Médio, por exemplo, também têm impactado para cima os preços.
“Choques de oferta têm exercido influência relevante tanto sobre a trajetória recente da inflação quanto sobre sua trajetória prospectiva. O Copom avalia que que não deve reagir aos efeitos primários de choques dessa natureza, mas que é necessário monitorar com atenção eventuais efeitos de segunda ordem, e reagir com firmeza caso esses efeitos se materializem”, afirmou o BC.
Como as decisões são tomadas
Para definir os juros, a instituição atua com base no sistema de metas. Se as projeções de inflação estão em linha com as metas, é possível baixar os juros. Se estão acima, o Copom tende a manter ou subir a Selic.
Desde o início de 2025, com o início do sistema de meta contínua, o objetivo foi fixado em 3% e será considerado cumprido se a inflação oscilar entre 1,5% e 4,5%.
Com a inflação ficando seis meses seguidos acima da meta em junho, o BC teve de divulgar uma carta pública explicando os motivos.
Ao definir a taxa de juros, o BC olha para o futuro, ou seja, para as projeções de inflação, e não para a variação corrente dos preços, ou seja, dos últimos meses.
Isso ocorre porque as mudanças na taxa Selic demoram de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia.
Neste momento, por exemplo, a instituição já está mirando na meta considerando o primeiro trimestre de 2028.
Para 2026, 2027 e 2028, respectivamente, as estimativas de inflação do mercado financeiro estão em 5,02%, 4,22% e 3,80% – todas acima da meta central de inflação.
Outros recados
BC avaliou que o ambiente externo permanece “incerto” em função da indefinição acerca dos conflitos armados no Oriente Médio e da incerteza sobre a política monetária em algumas economias avançadas (taxa de juros nos EUA, por exemplo). “Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities”, acrescentou.
A atividade econômica doméstica manteve trajetória de moderação, como busca o Banco Central. “Indicadores correntes apontam para desaceleração na passagem do primeiro para o segundo trimestre de 2026, disseminada entre os componentes de oferta e demanda do produto agregado”, informou.
O BC informou que segue acompanhando “detidamente” o mercado de trabalho. “O Comitê segue atento ao debate sobre as dimensões corrente e estrutural do mercado de trabalho, enfatizando a necessidade do aprofundamento dessa análise para a avaliação dos padrões de transmissão dos níveis de ocupação para os rendimentos do trabalho e, finalmente, para os preços dos diversos setores da economia”, concluiu.

FGC diz que ainda não recebeu todas as informações necessárias para analisar empréstimo pedido pelo BRB

Fachada do banco BRB.
Reprodução/TV Globo
O Fundo Garantidor de Crédito (FGC) afirmou, em documento enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), que ainda não recebeu todas as informações necessárias para analisar a operação de empréstimo pedida pelo Banco de Brasília (BRB).
O banco estadual se encontra em crise após negociações e operações realizadas com o Banco Master entre 2024 e 2025 (veja detalhes abaixo). O governo diz que consegue recuperar R$ 2,2 bilhões para cobrir parte desses títulos ruins com outras medidas – mas precisaria de um empréstimo para os outros R$ 6,6 bilhões.
Ainda de acordo com o documento, o FGC diz que ainda é necessário ter acesso às demonstrações financeiras de 2025 e do primeiro semestre auditadas e que, sem a análise, não pode verificar a viabilidade da operação.
Também não há, até o momento, formalização de manifestação de vontade por parte de instituições financeiras que compareceriam como garantidoras de tal eventual crédito.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux marcou para esta quinta-feira (13) uma nova audiência de conciliação no acordo entre a União e o BRB para viabilizar um empréstimo, atendendo a um pedido.
Que crise é essa?
A atual crise do BRB está ligada às negociações e operações realizadas com o Banco Master entre 2024 e 2025, que somaram R$ 30 bilhões segundo dados do próprio banco.
Em novembro de 2025, a Polícia Federal deflagrou a operação Compliance Zero e apontou um suposto esquema de fraudes financeiras bilionárias – incluindo boa parte dessas transações.
Em abril deste ano, uma nova fase da investigação levou à prisão do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa. A PF afirma que ele teria permitido negócios com o Master sem lastro e sem seguir práticas adequadas de governança.
O BRB estima que pelo menos R$ 8,8 bilhões dos créditos do Master comprados pelo BRB são títulos inexistentes, fraudados ou de difícil recuperação. Na prática, “crédito podre” que pode se transformar em um rombo no patrimônio do banco.
O governo diz que consegue recuperar R$ 2,2 bilhões para cobrir parte desses títulos ruins com outras medidas – mas precisaria de um empréstimo para os outros R$ 6,6 bilhões.
Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

Noruega também vai deixar de comprar carne do Brasil a partir de setembro após decisão da UE

Imagem ilustrativa de carne bovina.
Cindie Hansen/Unplash
Após a União Europeia, a Noruega também decidiu que deixará de comprar produtos de origem de animal do Brasil a partir de 3 de setembro. O país nórdico não faz parte da UE, mas seguirá a decisão do bloco.
O anúncio foi feito pela Mattilsynet, Autoridade Norueguesa de Segurança Alimentar.
“[…] Remessas provenientes do Brasil não poderão ser importadas caso tenham certificado sanitário emitido em 3 de setembro de 2026 ou posteriormente. A regra permanecerá em vigor até que o Brasil eventualmente volte a ser incluído na lista de países terceiros autorizados”, afirmou a Mattilsynet.
A Noruega representa menos de 1% das exportações brasileiras de carne bovina, tanto em volume, como em valor, segundo dados do Agrostat, do Ministério da Agricultura.
Em maio, a União Europeia retirou o Brasil da lista de países autorizados a exportar às nações do grupo, após alegar que o país não segue as suas regras sobre o uso de antimicrobianos na pecuária. A medida não foi motivada por irregularidades encontradas na carne nacional, mas porque a UE considera insuficiente o controle que o Brasil faz sobre o uso dessas substâncias.
🔎Antimicrobianos são substâncias utilizadas para tratar e prevenir infecções em animais. Alguns desses medicamentos também podem ser usados como promotores de crescimento, prática restringida pela legislação europeia (entenda aqui).
Exportações para União Europeia cresceram entre setores que devem ser embargados pelo bloco
Representantes do agro brasileiro viram na medida um ato protecionista, uma vez que a decisão foi anunciada dias após a entrada em vigor do acordo de livre comércio entre a UE e o Mercosul.
O tratado foi alvo de forte resistência de agricultores europeus, que temem a concorrência de produtos sul-americanos mais baratos, sobretudo do Brasil, principal exportador agrícola do Mercosul para a União Europeia.
Os demais países do bloco — Argentina, Paraguai e Uruguai — seguem autorizados a exportar para os europeus.

'Dinheiro esquecido': BC atualiza balanço e diz que R$ 5,1 bilhões podem ser resgatados; 22,66 milhões de pessoas têm direito

O Banco Central (BC) atualizou os dados e informou nesta terça-feira (11) que ainda existem, nas instituições financeiras, R$ 5,12 bilhões em “recursos esquecidos” pelos clientes.
O balanço considera valores contabilizados até junho deste ano.
Deste total:
R$ 3,77 bilhões são recursos de 22,66 milhões de pessoas físicas;
R$ 1,36 bilhão são valores de 2,1 milhões de empresas.
Agora no g1
Em março, segundo o Banco Central, havia R$ 10,6 bilhões de valores esquecidos nas instituições financeiras. Parte do montante foi transferida para um fundo público para viabilizar o Desenrola 2.0.
Em maio, o valor já havia recuado para R$ 6,2 bilhões.
O sistema do BC permite consultar se pessoas físicas (inclusive falecidas) e empresas deixaram valores para trás em bancos, consórcios ou outras instituições.
Governo anunciou uso do dinheiro; TCU apura
Dinheiro esquecido: governo quer usar parte do valor para financiar o Desenrola 2.0
No começo de maio, o governo anunciou o uso, de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões, dos recursos esquecidos pelos trabalhadores nos bancos para viabilizar descontos no Desenrola 2.0 – novo programa de renegociação de dívidas.
No fim de maio, parte do dinheiro, cerca de R$ 5,7 bilhões, foi encaminhada para um fundo público, o Fundo de Garantia de Operações (FGO), para oferecer garantias às instituições financeiras, ou seja, parte do dinheiro desse fundo vai cobrir eventual calote dos tomadores de crédito.
“Os recursos não reclamados serão utilizados para o FGO garantir operações do próprio sistema financeiro. Haverá segregação de 10% do saldo transferido que ficará disponível para cobrir eventuais pedidos de resgate [pelos correntistas]”, informou o governo à época.
Como informou o g1 em junho, o caso entrou na mira do Tribunal de Contas da União (TCU). Técnicos do tribunal apuram o uso de recursos para programas federais por fora do orçamento público.
Por não passar pelo orçamento da União, os recursos não estão dentro dos limites de gastos que têm de ser obedecido. Pelas regras, os gastos não podem crescer mais de 2,5% ao ano (acima da inflação).
Se fosse incluído formalmente no orçamento, e consequentemente no limite de gastos, o governo teria de bloquear igual montante em outras despesas livres (discricionárias), aumentando as dificuldades em um ano eleitoral.
No mês passado, o governo informou que, justamente para obedecer ao limite de despesas existente, R$ 23,7 bilhões do orçamento dos ministérios já foram bloqueados neste ano.
A limitação de recursos já está afetando áreas importantes, como atividades de fiscalização, investimentos em tecnologia e a prestação de serviços à população, como as agências reguladoras.
Relatório do Banco Central dos EUA de 2022 afirmou que o PIX é uma moeda digital
Getty Images via BBC
Como consultar o dinheiro esquecido
Como consultar e resgatar o ‘dinheiro esquecido’ no Banco Central
O único site no qual é possível fazer a consulta e saber como solicitar a devolução dos valores para pessoas jurídicas ou físicas, incluindo falecidas, é o https://valoresareceber.bcb.gov.br.
🔑Via sistema do Banco Central, os valores só serão liberados para aqueles que fornecerem uma chave PIX para a devolução.
📞Caso não tenha uma chave cadastrada, é preciso entrar em contato com a instituição para combinar a forma de recebimento. Outra opção é criar uma chave e retornar ao sistema para fazer a solicitação.
💰No caso de valores a receber de pessoas falecidas, é preciso ser herdeiro, testamentário, inventariante ou representante legal para consultá-los. Também é necessário preencher um termo de responsabilidade.
Após a consulta, é preciso entrar em contato com as instituições nas quais há valores a receber e verificar os procedimentos.
Cédulas de dinheiro, em imagem de arquivo
Marcello Casal Jr/Agência Brasil