Ford do Brasil adianta a inspeção por recall de 1.371 unidades do Mustang

Ford Mustang GT
Divulgação / Ford
A Ford do Brasil havia anunciado em 21 de julho um recall para o Mustang por falha nos limpadores do para-brisa. Os modelos envolvidos foram fabricados entre 2024 e 2026.
Na ocasião, o comunicado da Ford informava que o defeito só seria averiguado e solucionado no segundo trimestre de 2027.
✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Carros no WhatsApp
Porém, um novo comunicado da montadora, divulgado nesta terça-feira (11), informa que as 1.371 unidades do Mustang no Brasil já podem passar pela inspeção imediatamente.
O texto do comunicado da Ford também “destaca a importância do imediato atendimento a esta convocação”.
Entenda o recall
Segundo a marca, existe o risco de o esguicho de água e os limpadores não funcionarem e, por isso, pode haver a diminuição ou perda de visibilidade.
De acordo com a Ford, esta condição acaba “aumentando o risco de acidente com possíveis danos físicos aos ocupantes do veículo e a terceiros”.
Agora no g1
O motivo do possível defeito é uma falha na programação que pode afetar o funcionamento do motor do limpador quando a temperatura atinge 0 grau Celsius ou menos.
“Nessa condição, os limpadores podem funcionar apenas na velocidade alta, e o esguicho de água do para-brisa pode não funcionar, sem aviso prévio ao condutor”, diz a Ford em nota.
A inspeção e eventual reparo, segundo a Ford, levam aproximadamente 20 minutos. Se necessária, a substituição do motor dos limpadores do para-brisa é gratuita.
Unidades envolvidas no recall:
Mustang – Modelo 2024 – Chassis: de R5433555 até R5434492.
Mustang – Modelo 2025 – Chassis: de S5405308 até S5504022.
Mustang – Modelo 2026 – Chassis: de T5501127 até T5501731.
Ford Bronco Sport
Divulgação | Ford
Ford pediu para não conduzir Bronco Sport e Maverick
Em junho deste ano, a Ford já havia feito um outro recall e pediu para os proprietários não conduzirem os veículos envolvidos no recall.
Os modelos Bronco Sport, fabricados entre 2021 e 2025, e Maverick, produzidos entre 2022 e 2025, poderiam apresentar um problema na fixação do braço inferior da suspensão dianteira. Segundo a Ford, 237 unidades dos dois veículos fazem parte deste recall.
A montadora, na ocasião, recomendou que os proprietários dos veículos afetados evitassem conduzir os carros até que o atendimento seja realizado em uma concessionária.
O chamado ocorreu devido a uma falha detectada no processo de montagem. Segundo a Ford, o braço inferior da suspensão dianteira, em ambos os lados dos veículos, poderia não estar fixado de maneira correta no suporte da roda dianteira.
Ford do Brasil faz recall de Bronco Sport e Maverick e pede que unidades afetadas não seja
Caso ocorra a falha de fixação, a peça poderá se soltar do suporte da roda. O defeito acarreta o risco de o motorista perder o controle do veículo em movimento, o que eleva a possibilidade de acidentes com danos físicos e riscos fatais aos ocupantes do automóvel e a terceiros.
O tempo estimado para a execução do serviço é de cerca de 20 minutos, embora o prazo possa variar segundo o fluxo da concessionária escolhida.
O atendimento aos proprietários do Bronco Sport e da Maverick já está aberto. Os clientes devem realizar o agendamento do serviço, disponível de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

Brics discutem integração de sistemas de pagamento e moedas digitais, diz presidente do BC da Índia

Brics: em momento conturbado da geopolítica mundial, Brasil busca fortalecer agenda econômica e de desenvolvimento
Os países do Brics discutem formas de integrar seus sistemas de pagamentos rápidos e as moedas digitais emitidas por bancos centrais, afirmou nesta terça-feira (11) o presidente do Banco Central da Índia, Sanjay Malhotra.
Segundo Malhotra, a integração de sistemas de pagamentos e o uso de moedas digitais de bancos centrais, conhecidas como CBDCs, estão entre as alternativas avaliadas para facilitar pagamentos entre os países e reduzir custos nas transações internacionais.
“Os pagamentos transfronteiriços são uma área de interesse para todos nós, incluindo os países do Brics, pois acreditamos que há grande potencial para reduzir custos”, disse Malhotra durante um evento em Mumbai.
BC trabalha em PIX Internacional e em garantia e prepara novas regras contra golpes e mensagens indevidas
“Várias opções estão em discussão, mas ainda estão em fase de debate, incluindo as CBDCs e as integrações entre sistemas de pagamentos rápidos”, acrescentou.
Proposta pode entrar na agenda da cúpula de 2026
A discussão ocorre antes da cúpula do Brics de 2026, que será sediada pela Índia. O grupo reúne Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul e outros países.
📅 A 18ª Cúpula do Brics de 2026 está prevista para 12 e 13 de setembro.
A agência Reuters informou no início deste ano que o Banco Central da Índia recomendou ao governo que uma proposta para conectar as moedas digitais emitidas pelos bancos centrais dos países do Brics fosse incluída na agenda da cúpula.
Foto de família da 17ª Cúpula do Brics, no Rio de Janeiro
Reprodução/gov.br
A ideia faz parte dos esforços do bloco para facilitar transações entre seus integrantes e ampliar o uso de alternativas aos sistemas tradicionais de pagamentos internacionais.
Brasil prepara “Pix internacional”
O Banco Central brasileiro prevê, para os próximos anos, a evolução do PIX Internacional, com a integração do sistema de pagamentos instantâneos brasileiro a plataformas de outros países.
A ideia é permitir pagamentos transfronteiriços de forma mais rápida e ampliar o uso do PIX no exterior.
🔍O Pix já é aceito em alguns estabelecimentos no exterior, como na Argentina, nos EUA e em Portugal, mas de forma limitada, por meio de parcerias entre instituições financeiras.
Atualmente, o PIX já é aceito de forma parcial em países como Argentina, Estados Unidos e Portugal, por meio de parcerias entre instituições financeiras.
Nesses casos, o pagamento é feito instantaneamente em reais entre o cliente e uma instituição brasileira, que depois realiza a remessa ao exterior pelos sistemas tradicionais, com o estabelecimento recebendo na moeda local.
*Com informações da Reuters

Dólar abre em queda, de olho em inflação e ata do Copom

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar abriu a sessão desta terça-feira (11) em queda, com um recuo de 0,10% perto das 9h, cotado a R$ 5,1053. Já as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam às 10h.
🗒️ Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1
▶️ Os novos dados da inflação brasileira ficam no centro das atenções. O indicador registrou mais uma desaceleração em julho, com uma alta de 0,07% no mês, após avanço de 0,16% no mês anterior.
▶️ A ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) também fica no radar. No documento o Banco Central afirmou que reagirá “com firmeza” caso a forte volatilidade dos preços do petróleo afetem a oferta da commodity e impactem os preços brasileiros. Na semana passada, o BC cortou a taxa básica (Selic) em 0,25 ponto percentual, para 14% ao ano.
▶️ Investidores também seguem atentos aos desdobramentos do tarifaço dos Estados Unidos sobre o Brasil. Nesta terça, a ApexBrasil lança um plano para ampliar a presença de produtos brasileiros em novos mercados, com foco nos setores afetados pelas taxas e na diversificação das exportações brasileiras.
▶️ Já no exterior, as incertezas sobre a reabertura do Estreito de Ormuz continuam a pesar nos mercados. Trump ironizou, na véspera, as exigências divulgadas pelo Irã para dar fim à guerra, e afirmou que também exigia uma indenização do Irã “por todas as pessoas que eles mataram e feriram gravemente”.
Com o impasse, os preços do petróleo sobem nesta terça-feira. Perto das 8h45, o barril do Brent, referência internacional, tinha alta de 0,15%, cotado a US$ 87,85. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, subia 0,28%, a US$ 82,36 o barril.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar

a
Acumulado da semana: +0,53;
Acumulado do mês: +0,81%;
Acumulado do ano: -6,89%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: 0%;
Acumulado da semana: -0,19%;
Acumulado do mês: -3,27%;
Acumulado do ano: +6,86%.
Dúvidas sobre Ormuz pesam no petróleo
As dúvidas sobre uma eventual reabertura do Estreito de Ormuz, rota marítima no Oriente Médio por onde passa cerca de 20% do comércio global de petróleo, seguem no radar dos investidores.
O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial
No fim de semana, o Irã divulgou uma lista de exigências para a reabertura do Estreito e afirmou que os EUA precisarão atender às demandas para que Teerã libere a passagem de embarcações. As informações são do jornal americano “The New York Times” (NYT), com base em uma declaração veiculada pela mídia estatal iraniana.
Entre as exigências estão:
a suspensão do bloqueio naval e das sanções americanas contra o Irã;
a retirada das tropas americanas das proximidades do país;
o pagamento de indenizações de guerra;
a liberação de ativos iranianos congelados;
o fim dos ataques contra aliados iranianos na região; e
o encerramento das ameaças contra o país.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, também afirmou que o país e Omã estavam “muito perto” de um acordo sobre uma nova rota de navegação pelo Estreito.
“Há progresso entre Omã e Irã no estreito, e esperamos um acordo em breve”, disse um funcionário americano à Reuters na sexta-feira. “Assim que o acordo para restabelecer a navegação comercial sem impedimentos for anunciado, os Estados Unidos suspenderão o bloqueio aos portos iranianos.”
Na segunda-feira, no entanto, Trump ironizou o pedido de indenização do Irã que deveria ser pago por Washington para a reabertura do Estreito de Ormuz.
Em post no Truth Social, Trump disse que o regime iraniano deve indenizar “todas as pessoas que matou e feriu gravemente”, e falou que passará a fazer a mesma exigência nas futuras negociações entre os dois países.
“É uma ideia interessante, pois agora eu também exijo indenização do Irã, por todas as pessoas que eles mataram e feriram gravemente com suas bombas de beira de estrada e nos muitos conflitos pelos quais são famosos. (…) Além disso, indenizações devem ser pagas às famílias das centenas de milhares de manifestantes inocentes que o Irã matou nos últimos 50 anos, sem mencionar os 52 mil que foram mortos nos últimos cinco meses. Instruí meus representantes a incluírem isso firmemente em todas as negociações futuras”, escreveu.
As divergências entre os dois países voltam a gerar dúvidas sobre a reabertura do Estreito e, consequentemente, preocupações com os impactos sobre a oferta global de petróleo e os preços da energia.
Bolsas globais
Na Ásia, as ações chinesas fecharam em baixa nesta terça-feira, conforme investidores reavaliavam as perspectivas de um fim do conflito no Oriente Médio e da reabertura de Ormuz.
O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, caiu 0,8%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, recuou 0,8%. O Hang Seng, de Hong Kong, perdeu 1,1% e o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 0,73%. O Nikkei, do Japão, permaneceu fechado.
* Com informações da agência de notícias Reuters.
Cédulas de dólar
bearfotos/Freepik

IPCA: Inflação sobe 0,07% em julho, diz IBGE

Imagens de lâmpadas e conta de luz na região de São Paulo (SP).
WILLIAN MOREIRA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, subiu 0,07% em junho, segundo dados divulgados nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado representa uma desaceleração em relação a junho, quando havia sido de 0,16%. No acumulado de 2026, a inflação está em 3,44%. Já nos últimos 12 meses, a alta é de 4,44%, abaixo dos 4,64% registrados até junho.
O grupo Habitação foi o que mais pesou no resultado de julho, com alta de 0,99%. Já Alimentação e bebidas ajudou a segurar a inflação, com queda de 0,67%.
🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
Entre os demais grupos, os preços variaram de uma queda de 0,66% em Vestuário a uma alta de 0,40% em Saúde e cuidados pessoais.
*Reportagem em atualização
Agora no g1

Preço dos alimentos: o que ficou mais caro e o que barateou em julho

Imagem ilustrativa de frutas, legumes e verduras no supermercado. Tomate, batata-inglesa e cenoura lideraram as quedas de preços, enquanto leite e frutas registraram as maiores altas do mês.
Rede Hakuo de Supermercados
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, subiu 0,07% em junho, segundo dados divulgados nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O maior impacto veio do grupo Habitação, que subiu 0,99%. Já a inflação de Alimentos e Bebidas caiu 0,67%.
🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
Enquanto a inflação dos alimentos consumidos em casa recuou (-1,14%), os preços das refeições fora de casa subiram (+0,55%).
As principais quedas foram no tomate (-29,09%), principal impacto negativo no resultado do mês, batata-inglesa (-19,59%), cenoura (-14,41%) e café moído (-2,45%). No lado das altas, o destaque ficou com o leite longa vida (2,47%) e frutas (1,20%).
Já a alimentação fora de casa acelerou de 0,15% em junho para 0,55% em julho, com o lanche saindo de 0,13% para 0,76%, e a refeição de 0,15% para 0,42%, no mesmo período.