Jeep Avenger é o híbrido mais barato do Brasil por R$ 114.990

Jeep lança o Avenger no Brasil com preço inicial de R$ 114.990
Divulgação / Stellantis
A Jeep apresentou nesta quarta-feira (12) o Avenger, novo SUV da marca, que começa a ser fabricado em Porto Real (RJ) com preço inicial promocional de R$ 114.990.
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O valor é válido para a versão de entrada Altitude e está limitado às primeiras mil unidades. É possível ainda adicionar um pacote de opcionais com câmera de ré, barras de teto e teto preto. Com esses equipamentos, o Avenger Altitude tem preço especial de R$ 124.990 para as primeiras 2 mil unidades.
As demais versões são Longitude por R$ 135.990 e Limited por R$ 145.990.
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O modelo já entra em pré-venda e começa a ser entregue aos clientes ainda em agosto. Veja abaixo os equipamentos de série e preços dos opcionais.
O Jeep Avenger utiliza a plataforma CMP, arquitetura da Stellantis empregada em modelos de outras marcas do grupo, como Peugeot. O modelo havia sido confirmado pela Jeep no ano passado, durante o Salão do Automóvel.
Uma das principais estratégias da Jeep é oferecer uma boa lista de equipamentos para disputar espaço com modelos chineses e outros SUVs do segmento.
O Avenger é equipado com motor 1.0 turbo associado a um sistema híbrido leve, o MHEV 12V, a potência é de 116 cv com etanol ou gasolina.
O conjunto é ligado a uma transmissão automática CVT com sete marchas simuladas.
A aceleração de 0 a 100 km/h leva 10,3 segundos com etanol e 10,7 segundos com gasolina. A velocidade máxima é de 185 km/h.
Jeep lança o Avenger no Brasil com preço inicial de R$ 114.990
Divulgação / Stellantis
Ficha técnica – Jeep Avenger Limited
Assentos: 5
Comprimento: 4.084 mm
Largura: 1.776 mm (sem retrovisor)
Altura: 1.583 mm
Entre-eixos: 2.557 mm
Porta-malas: 320 litros (VDA)
Peso: 1.280 kg
Rodas: 18 polegadas
Pneus: 215/55 R18
Suspensão dianteira: Independente, McPherson com barra estabilizadora
Suspensão traseira: Eixo de torção
Freios dianteiros: Disco ventilado
Freios traseiros: Disco sólido
Direção: Elétrica
Motor: Dianteiro, 3 cilindros em linha 1.0 Turbo MHEV
Combustível: Gasolina / Etanol
Potência (E/G): 116 cv (Etanol) / 116 cv (Gasolina)
Torque (E/G): 20,4 kgfm (Etanol) / 20,4 kgfm (Gasolina)
Câmbio: Automático, CVT
Marchas: 7 marchas simuladas
Tração: Dianteira
Consumo urbano gasolina: 12,7 km/l
Consumo rodoviário gasolina: 13,5 km/l
Consumo urbano etanol: 8,8 km/l
Consumo rodoviário etanol: 9,4 km/l
Tanque de combustível: 47 litros
Capacidade de carga: 400 kg
Jeep lança o Avenger no Brasil com preço inicial de R$ 114.990
Divulgação / Stellantis
Design forte
Apesar do design com para-lamas marcantes e cara robusta, o Avenger tem medidas que lembram bastante as do Fiat Pulse.
A Jeep destaca que, mesmo sem opção de tração 4×4, o SUV tem bons ângulos de entrada e saída e boa altura livre do solo. Segundo a marca, essas características tornam o modelo mais adequado para deslocamentos leves fora de estrada.
O visual traz elementos que remetem à história da Jeep. A dianteira tem a tradicional grade com sete elementos. Os vincos nos para-lamas fazem referência aos primeiros modelos da marca.
As lanternas traseiras têm formato de X, em uma referência aos tonéis retangulares usados para transportar combustível na parte traseira dos jipes durante os combates.
Jeep lança o Avenger no Brasil
Divulgação / Stellantis
Na cabine, o Avenger aposta em linhas mais sóbrias e horizontais para criar sensação de maior amplitude. O quadro de instrumentos tem tela de 7 polegadas de série e 10,25 polegadas nas versão mais caras. A central multimídia também é de série e tem 10 polegadas com Apple CarPlay e Android Auto sem fio.
Durante a apresentação, a Jeep destacou o DNA da marca, apesar de o Avenger não ter tração 4×4 e utilizar plataforma e conjunto mecânico compartilhados com modelos de Fiat, Peugeot e Citroën. Maçanetas e retrovisores, por exemplo, são componentes usados em modelos da Peugeot.
Segundo Breno Kamei, vice-presidente de marcas e marketing da Stellantis América do Sul, a Jeep considera que a história e o DNA da marca continuam sendo fatores importantes na decisão de compra dos consumidores.
A estratégia é usar essa identidade para disputar mercado com modelos como Volkswagen Tera, Chevrolet Sonic e SUVs chineses de preços próximos.
Jeep lança o Avenger no Brasil com preço inicial de R$ 114.990
Divulgação / Stellantis
Durante a apresentação, Herlander Zola, presidente da Stellantis América do Sul, afirmou que a fábrica de Porto Real, no Rio de Janeiro, já deve operar com 2 turnos na produção do Avenger e poderia abrir um terceiro. O modelo já tem exportação confirmada para Uruguai, Argentina e Paraguai.
Segundo ele, o objetivo é disputar a liderança do segmento, que tem o Volkswagen T-Cross entre os principais modelos
Veja abaixo o que cada versão do Jeep Avenger oferece e os respectivos preços.
Jeep Avenger Altitude
Divulgação / Stellantis
Jeep Avenger Altitude — R$ 114.990 (preço promocional limitado às primeiras 1.000 unidades)
Design
Rodas de liga leve 6,5 x 16″ + pneus 215/65 R16
Bancos revestidos em tecido
Console central com apoio de braço, porta-copos removível, porta-celular e porta-objetos
Lanternas escurecidas em LED
Maçanetas e retrovisores externos na cor preta
Tecnologia e conforto
Faróis em LED + Automatic High Beam
Ar-condicionado digital
Cluster de 7″ full digital
Infotainment 10″
1 entrada USB e 1 USB-C
Freio de estacionamento elétrico
Partida do motor sem chave
Seletor de terrenos (Selec-Terrain)
Sensor de chuva
Sensor de estacionamento traseiro
Volante multifuncional
Hill Descent Control
Segurança
6 airbags: 2 laterais, 2 de cortina e 2 frontais
Aviso de colisão frontal com frenagem de emergência (AEB) – câmera
Aviso de saída de faixa e assistente de permanência de faixa (LDW/LKA)
Controle de estabilidade (ESC)
Detector de fadiga do motorista
Piloto automático (Cruise Control)
Reconhecimento de placas de trânsito (TSR)
Opcional
Pacote High Altitude com:
Barras de teto
Câmera de ré
Jeep Avenger Longitude
Divulgação / Stellantis
Jeep Avenger Longitude — R$ 135.990
Tudo da versão Altitude +
Design
Rodas de liga leve 6,5 x 17″ + pneus 215/60 R17
Bancos revestidos em tecido e vinil
Barras longitudinais no teto
Maçanetas na cor do veículo
Retrovisores em black piano
Volante multifuncional em couro e acabamento black piano
Tecnologia e conforto
Ar-condicionado digital automático
Faróis de neblina com cornering lights
Walk away lock
Keyless + Entry N’go
Câmera de ré
Wireless charger
Paddle shift
Segurança
Adaptive Cruise Control (ACC)
Aviso de colisão frontal com frenagem de emergência (AEB) – radar + câmera
Opcionais
Pacote Convenience Pack com:
Entradas USB e USB-C traseiras
Retrovisor Frameless
Espelhos rebatíveis
Detector de ponto cego (Blind Spot Detection)
Sensores de estacionamento frontais, traseiros e laterais
Pacote com Teto solar + Jeep Adventure Intelligence
Teto solar
Cluster Full Digital 10,25″
Jeep Connect + ChatGPT embarcada
Jeep Avenger Limited
Divulgação / Stellantis
Jeep Avenger Limited — R$ 145.990
Tudo da versão Longitude +
Design
Grade de sete fendas iluminada
Rodas de liga leve 18″ + pneus 215/55 R18
Bancos revestidos em vinil
Teto preto
Espelho retrovisor Frameless + eletrocrômico
Ambient Light – 8 cores
Iluminação interna em LED
Retrovisores em Black Piano
Tecnologia e conforto
Farol LED Matrix
Jeep Connect + ChatGPT embarcada
Câmera 360°
Retrovisores externos com rebatimento automático
Cluster full digital 10,25″
Sensor de estacionamento frontal
Navegação embarcada
Porta USB para passageiros traseiros
Segurança
Adaptive Cruise Control (ACC) + centralizador de faixa
Sistema de monitoramento de ponto cego
Opcional
Teto solar

Gatilhos incluídos no projeto que reduz preço do combustível deve gerar economia de R$ 10 bi no próximo ano, diz Durigan

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que gatilhos incluídos no projeto que permite ao governo usar a receita extra, a partir da venda de petróleo, para reduzir impostos sobre combustíveis devem reduzir em cerca de R$ 10 bilhões as despesas obrigatórias em 2027.
A proposta foi aprovada pelo Congresso Nacional nesta quarta-feira (12).
“Há uma diminuição, uma mitigação desse ritmo de crescimento já vai ser percebido o ano que vem em torno de R$ 10 bilhões, que é aqui um pouco a evolução a menor do gasto obrigatório que a gente espera para o ano que vem, já abrindo o espaço fiscal importante para outras demandas discricionárias e mesmo pra nossa trajetória dos resultados fiscais”, afirmou o ministro, em entrevista a jornalistas na sede da pasta.
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O texto prevê duas travas para conter o avanço dos gastos no próximo ano.
A primeira permite, em caso de déficit projetado pelo governo, desvincular da Receita Corrente Líquida (RCL) o crescimento de determinados fundos. A segunda limita o aumento desses recursos ao teto previsto no arcabouço fiscal, que é de no máximo 2,5% acima da inflação.
Ao ser questionado quais despesas estariam sujeitas a trava, o ministro disse que não há uma limitação. “A gente vai perceber um seguido crescimento das vinculações. O que nós estamos fazendo é a compatibilização de algumas vinculações que não cresciam no ritmo do arcabouço”, explicou ele, acrescentando:
“Cresciam com outra variável isolada à receita corrente líquida ou alguma coisa passa a ter a trava do arcabouço, então a gente vai ter um crescimento limitado ao que o orçamento como um todo passará a crescer também paro ano que vem”.
Relação com o Congresso
Durigan comentou, ainda, que sempre teve relação “aberta” e “franca” com o Congresso Nacional e disse acreditar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também.
Isso porque a relação do parlamento com o Executivo vinha estremecida desde abril, quando a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) foi rejeitada no Senado.
Na última semana, porém, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e Lula começaram a dar sinais de reaproximação. Nesta quarta-feira (12), os dois se reuniram no Palácio da Alvorada para tentar destravar a votação de projeto que o governo considera prioritários – o que se concretizou no decorrer da tarde.
“Eu sempre digo, disse isso a vocês, politicamente, a relação que eu tenho com o Congresso Nacional sempre foi muito aberta e muito franca. Acho que o presidente Lula também sempre teve essa relação, tem algumas questões de tempo, mas eu diria que agora nós estamos vivendo um bom momento também do presidente Lula com as lideranças da do Congresso, tanto da Câmara quanto do Senado”, relatou Durigan.
“Então acho que ajuda, sim, e nós temos caminhado bem, inclusive agora na questão fiscal, eu também fico bastante satisfeito”, complementou.
Dario Durigan
Globo

BRB, União, DF e bancos retomam conciliação no STF nesta quinta para tentar destravar empréstimo; entenda o que está em jogo

Após acordo homologado no STF, empréstimo bilionário para tentar salvar BRB não sai do papel
Representantes do governo federal, do governo do Distrito Federal e dos maiores bancos do país se reúnem, na tarde desta quinta-feira (13), em mais uma rodada de conciliação para tentar destravar um empréstimo bilionário para salvar o patrimônio do Banco de Brasília (BRB).
A reunião foi pedida pelo governo do DF, que é acionista majoritário do BRB e, por isso, será o tomador do empréstimo. A governadora Celina Leão (PP) acusa os órgãos federais de “inércia” no tratamento do tema – o que gerou reclamações públicas do ministro da Fazenda, Dario Durigan.
A nova rodada de entendimentos será mediada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux, relator da controvérsia no tribunal.
Em maio, Fux homologou um acordo que estabeleceu as condições básicas para o crédito. Quase três meses depois, no entanto, a contratação do empréstimo segue travada.
O governo do DF tem pressa em conseguir o dinheiro. Entre outros motivos, porque o BRB não divulga seus balanços periódicos há um ano e vem sendo multado pelo Banco Central e pela Comissão de Valores Mobiliários.
O g1 explica abaixo:
o que gerou a crise do BRB;
o que prevê o acordo;
por que o empréstimo segue travado;
como deve ser a reunião desta quinta;
o que acontece com o BRB sem o empréstimo.
Representantes do DF, da União e do BRB anunciam acordo após reunião
TV Globo
O que gerou a crise do BRB?
A atual crise do BRB está ligada às negociações e operações realizadas com o Banco Master entre 2024 e 2025, que somaram R$ 30 bilhões segundo dados do próprio banco.
Em novembro de 2025, a Polícia Federal deflagrou a operação Compliance Zero e apontou um suposto esquema de fraudes financeiras bilionárias – incluindo boa parte dessas transações.
Em abril deste ano, uma nova fase da investigação levou à prisão do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa. A PF afirma que ele teria permitido negócios com o Master sem lastro e sem seguir práticas adequadas de governança.
O BRB estima que pelo menos R$ 8,8 bilhões dos créditos do Master comprados pelo BRB são títulos inexistentes, fraudados ou de difícil recuperação. Na prática, “crédito podre” que pode se transformar em um rombo no patrimônio do banco.
O governo diz que consegue recuperar R$ 2,2 bilhões para cobrir parte desses títulos ruins com outras medidas – mas precisaria de um empréstimo para os outros R$ 6,6 bilhões.
Fachada do banco BRB.
Reprodução/TV Globo
O que prevê o acordo em vigor?
O acordo chancelado pelo STF e pela Câmara Legislativa do DF autoriza o governo Celina Leão (PP) a pegar um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Pelo acordo, os maiores bancos públicos e privados do país entrariam na operação como avalistas.
O governo federal não dá garantia à operação, já que o DF não tem boa nota em Capacidade de Pagamento (Capag) – ou seja, está sem o “selo de bom pagador” necessário.
Se houver calote, o “consórcio” de bancos pode receber parte do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) que o governo federal repassaria ao Distrito Federal.
O governo do DF se comprometeu, no acordo, a adotar medidas de ajuste fiscal para evitar que o empréstimo deteriorasse ainda mais a capacidade de pagamento de dívidas da capital.
Maio: União e governo do DF fecham acordo pra socorrer BRB
A modelagem do empréstimo não ficou descrita no acordo homologado pelo STF. Algumas informações sobre a proposta foram divulgadas pelo presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, em audiência no Senado.
Segundo ele, a proposta na mesa prevê:
valor: R$ 6,6 bilhões em parcela única
carência: 18 meses (ou seja, primeira parcela da quitação ficaria para 2028)
juros: IPCA + 4,5% ao ano
quitação: 180 parcelas mensais (15 anos)
“Nessas condições, a primeira prestação seria para pagar a partir de 2028, na faixa de R$ 95,6 milhões por mês”, estimou Nelson Souza no Senado.
Deputados de oposição ao governo Celina Leão estimam que, nessa modelagem, os juros do empréstimo podem gerar um custo adicional de mais de R$ 1 bilhão ao ano aos cofres da capital.
Por que o acordo não avançou?
Desde a última reunião da mesa de conciliação, quando o acordo foi anunciado, pouco avançou na concessão dos R$ 6,6 bilhões.
As negociações são mantidas em sigilo, como é praxe no mercado financeiro. O que se sabe, até aqui, é que o grupo de bancos tem resistido à ideia de se colocar como “avalista” de um banco como o BRB – que não divulga seu balanço há mais de um ano.
Há o temor, por exemplo, de que os R$ 6,6 bilhões não sejam suficientes para tirar o banco das condições adversas. Se isso acontecer, o empréstimo seria infrutífero, e o Banco de Brasília e o governo do DF seguiriam com dificuldades para resolver a crise.
Nesse cenário, o BRB não conseguiria sequer ajudar o governo do DF a saldar a dívida, nos próximos anos. Como acionista majoritário, o DF recebe a maior parte da distribuição dos dividendos do banco.
Há ainda um outro “medo”: de que o uso do FPE e do FPM como “contragarantias” para os bancos seja contestado na Justiça. Isso, porque os fundos são usados para custear serviços públicos essenciais no Distrito Federal – e um eventual “confisco” pode prejudicar a assistência à população.
Nesta semana, após ser convocado para a nova rodada de conciliação, o Fundo Garantidor de Créditos disse ao STF que ainda não recebeu todas as informações necessárias para analisar o empréstimo.
O FGC cobra os balanços de 2025 e 2026 do BRB – justamente, para saber se os R$ 6,6 bilhões seriam capazes de sanear o patrimônio do banco distrital.
Em entrevista à TV Globo no dia seguinte, o secretário de Economia do DF, Valdivino de Oliveira, contestou esse pedido. Segundo ele, o empréstimo será tomado pelo governo e, por isso, o FGC não precisaria medir a saúde financeira do BRB.
GDF deve apresentar novas propostas para tentar destravar empréstimo de R$ 6,6 bi para BRB
Como será a reunião desta quinta?
A reunião será, mais uma vez, mediada pelo ministro do STF Luiz Fux. Jornalistas poderão acompanhar os debates na sala, sem filmar. Foram convocados representantes de:
governo do Distrito Federal;
BRB;
Advocacia-Geral da União (AGU), em nome do governo federal;
Ministério da Fazenda;
Banco Central;
Fundo Garantidor de Crédito;
Banco do Brasil, na condição de representante do consórcio de bancos;
Ministério Público Federal.
Na conversa, o ministro Luiz Fux deve perguntar aos envolvidos se há, ou não, interesse na manutenção do acordo.
O governo do Distrito Federal, que reclamou da demora, deseja manter o acordo e assinar o empréstimo. As outras pontas da negociação (FGC, bancos e governo federal) devem aproveitar o encontro para detalhar suas ressalvas.
Ao fim da reunião, o grupo de autoridades deve anunciar uma nova etapa do acordo – seja para avançar o empréstimo, alterar os rumos da negociação ou até mesmo rescindir o trato que foi homologado.
Na entrevista à TV Globo nesta terça, o secretário Valdivino de Oliveira afirmou que o governo estuda propor um modelo alternativo para o empréstimo, caso os bancos sigam se opondo à operação.
Nessa nova modelagem, as parcelas do FPM e do FPE seriam oferecidas como garantia diretamente ao FGC. Ou seja: os bancos comerciais deixariam de constar no acordo como um “avalista intermediário”.
O que acontece com o BRB sem o empréstimo?
Até o momento, todas as partes envolvidas no acordo evitam dar uma resposta taxativa sobre o futuro do BRB sem o acordo.
No último domingo, ao ser cobrada por candidatos ao governo do DF sobre a divulgação dos balanços do BRB, a governadora Celina Leão deu uma resposta taxativa (e reveladora) sobre a situação do banco.
“O balanço não pode ser publicado antes de pegar o empréstimo, senão o banco é liquidado”, disparou Celina.
‘Balanço não pode ser publicado antes do empréstimo’, diz Celina sobre BRB
A frase explicita o que já era dado como certo pelo mercado financeiro: o BRB vem operando abaixo dos limites prudenciais mínimos estabelecidos pelo Banco Central para o sistema bancário brasileiro.
➡️Essas normas, conhecidas no setor como “Acordos de Basileia”, definem que os bancos comerciais devem ter um patrimônio minimamente sólido para funcionar como um “colchão” contra choques econômicos.
➡️Isso significa, por exemplo, que os bancos não podem multiplicar seus empréstimos indefinidamente, colocar todo o capital de acionistas no altíssimo risco ou transformar todo o dinheiro depositado em capital de giro.
➡️Se o BRB admitir nos relatórios que está desrespeitando esses limites, pode ser obrigado a interromper as operações.
➡️A ideia do BRB e do governo do DF é injetar os R$ 6,6 bilhões no banco e, só então, divulgar todos os relatórios. Na prática: dizer que o banco vinha operando fora das regras, mas já terá voltado à normalidade graças ao empréstimo.
DF e União fecham acordo para viabilizar empréstimo de até R$ 6,5 bilhões para salvar BRB
Jornal Nacional/ Reprodução
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Veja como salvar uma orquídea com folhas e raízes secas ou murchas

Veja como salvar uma orquídea com folhas e raízes secas ou murchas
Quem tem orquídea em casa pode já ter se perguntado por que as folhas e as raízes da planta começaram a murchar. É o caso da Fátima, de Mogi Guaçu (SP), que pediu ajuda ao Globo Rural.
A produtora de flores Vívian Klein Gunnewiek explica que o principal motivo é a falta de água: a planta precisa de mais do que recebe.
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Quando a orquídea está no período vegetativo, em que tem apenas folhas e raízes, ela consome menos água e energia. Nessa fase, uma rega por semana é suficiente.
Quando começa a florescer, porém, a planta fica mais exigente. As flores são os órgãos reprodutores da orquídea e precisam estar saudáveis e bonitas para atrair os polinizadores.
Por isso, a planta direciona mais recursos para manter as flores por mais tempo e deixá-las atrativas. Se o solo não fornecer água e nutrientes suficientes, a orquídea começa a retirar água das próprias folhas e raízes.
Portanto, a frequência das regas deve aumentar para uma vez a cada cinco ou seis dias. A quantidade de água deve ser abundante: é preciso molhar bem todas as raízes e deixar o excesso escorrer pelos furos no fundo do vaso.
Para recuperar a planta que já murchou, a dica da produtora é regar bastante. Assim, as próximas folhas e raízes que nascerem serão saudáveis.
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Casa própria ou aluguel: como saber o que vale mais a pena para você

Vale a pena ter casa própria?
Comprar ou alugar um imóvel depende da situação financeira e dos planos de cada pessoa. A casa própria traz segurança e, ao fim do financiamento, deixa um patrimônio para o proprietário.
O aluguel oferece mais flexibilidade e permite investir o dinheiro que seria usado na compra. Quem compra à vista abre mão dos rendimentos que esse valor poderia gerar; quem financia paga juros; e quem aluga paga por um imóvel que não será seu.
Para quem pretende ficar muitos anos no mesmo lugar e consegue comprar sem comprometer o orçamento, a casa própria pode fazer sentido. Já para quem precisa de mobilidade ou teria de comprometer uma parcela muito grande da renda com a compra, o aluguel pode ser mais vantajoso.
Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.

Saque do FGTS: trabalhador que não consegue sacar terá novo caminho na Justiça; veja o que muda

Número de empresas que não depositam o FGTS dos empregados no prazo tem aumentado no Brasil
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) mudou a regra sobre qual Justiça deve julgar ações relacionadas ao saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A partir da nova orientação, o que vai definir o caminho processual é o motivo pelo qual o trabalhador quer retirar o dinheiro do Fundo.
🔎 O FGTS é uma reserva financeira do trabalhador. Todo mês, a empresa deposita 8% do salário em uma conta em nome do funcionário. O saque só é permitido em situações previstas em lei, como demissão sem justa causa, aposentadoria e compra da casa própria.
Na prática, pedidos relacionados ao fim ou à suspensão do contrato de trabalho, como demissão sem justa causa, rescisão indireta, acordo entre empregado e empregador ou encerramento das atividades da empresa, continuarão sendo analisados pela Justiça do Trabalho.
Já situações em que o saque pode ser feito por um motivo que não depende da relação de emprego, como doença grave, aposentadoria, financiamento habitacional ou calamidade pública, deverão ser discutidas na Justiça comum.
A decisão foi tomada durante o julgamento de um incidente de recursos repetitivos, mecanismo usado para uniformizar o entendimento dos tribunais sobre questões que se repetem em milhares de processos.
Com isso, o TST alterou uma posição que vinha sendo adotada há anos pela própria Corte e buscou encerrar uma divergência com o Superior Tribunal de Justiça (STJ).
⚠️ A mudança não altera as regras de saque do FGTS. As situações em que o dinheiro pode ser retirado continuam exatamente as mesmas previstas na legislação. O que muda é para onde a ação judicial deverá ser encaminhada quando houver algum impasse e for necessário recorrer à Justiça.
Segundo o próprio TST, a principal consequência prática da decisão é trazer mais segurança jurídica e acabar com as dúvidas sobre qual ramo do Judiciário deve julgar cada caso.
Entenda a decisão
O julgamento tratou de uma questão que há anos gerava divergências nos tribunais: quem deve analisar os pedidos de saque do FGTS quando o trabalhador precisa de uma decisão judicial para liberar os recursos.
Até então, a posição predominante no TST era a de que praticamente todas as ações envolvendo movimentação do FGTS deveriam tramitar na Justiça do Trabalho. O STJ, por outro lado, defendia que muitos desses casos eram de competência da Justiça comum.
Ao reavaliar o tema, o Tribunal do Trabalho separou as hipóteses de saque do FGTS em dois grupos:
O primeiro reúne situações diretamente ligadas ao contrato de trabalho. É o caso da demissão sem justa causa, da rescisão indireta, da rescisão por acordo entre empregado e empregador e da extinção da empresa, por exemplo. Nessas situações, a liberação dos recursos depende da análise de questões trabalhistas. Por isso, a competência permanece com a Justiça do Trabalho.
O segundo grupo engloba situações em que o direito ao saque não depende da análise da relação de emprego. Entram nessa lista casos como aposentadoria, doença grave, morte do trabalhador, financiamento habitacional e calamidade pública.
Para o TST, em situações do segundo grupo, o juiz não precisa decidir questões trabalhistas nem analisar o contrato de trabalho. Basta verificar se a pessoa atende aos requisitos previstos em lei para movimentar a conta do FGTS. Por isso, esses casos deverão ser julgados pela Justiça comum.
Como a decisão muda uma posição que já estava consolidada no próprio TST, os ministros estabeleceram uma regra de transição para evitar prejuízos às partes.
Os processos que já tinham recebido sentença de mérito até a publicação do acórdão continuarão na Justiça do Trabalho até o fim, inclusive durante a fase de execução.
Já os demais processos passarão a seguir a nova regra definida pelo tribunal.
Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS)
Tribunal Superior do Trabalho

Mega-Sena pode pagar R$ 3,5 milhões nesta quinta-feira; g1 transmite ao vivo

Como funciona a Mega-Sena?
O concurso 3.043 da Mega-Sena pode pagar um prêmio de R$ 3,5 milhões para os acertadores das seis dezenas. O sorteio ocorre às 21h desta quinta-feira (13), em São Paulo.
No concurso da última terça (11), uma aposta acertou os seis números e levou o prêmio de R$ 3 milhões. Veja os números sorteados: 03 – 16 – 24 – 30 – 49 – 54.
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O g1 passou a transmitir todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.
A aposta mínima para a Mega-Sena custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.
A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos.
Volante da Mega-Sena
Ana Marin/g1
Para apostar na Mega-Sena
As apostas podem ser realizadas até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.
Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.
O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.
Probabilidades
A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.
Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.