Ação de exigir contas contra administrador de empresa não depende da inclusão do autor no contrato social
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Clientes fizeram fila na frente das Lojas Americanas, no Salvador Shopping
Divulgação
Cinco meses após a Americanas solicitar o fim do processo de recuperação judicial, a empresa continua registrando perdas milionárias. Segundo os resultados da companhia, divulgados na noite de ontem (12), a Americanas teve um prejuízo de R$ 274 milhões no segundo trimestre deste ano.
O resultado representa uma melhora em relação aos primeiros três meses do ano, quando a companhia reportou perdas de R$ 329 milhões. Mas ainda é mais do que o dobro — quase o triplo — do prejuízo apresentado no mesmo trimestre de 2025, de R$ 98 milhões.
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Em relatório divulgado na véspera, a varejista afirmou que entrou em um “novo ciclo estratégico”.
“Estamos construindo uma nova Americanas, com mais clareza sobre o futuro, o papel que desejamos ocupar na vida dos milhões de clientes e o que vai nos levar até lá: disciplina financeira a partir do resultado operacional”, afirmou a administração da empresa no documento.
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O resultado operacional, medido pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (conhecido no jargão do mercado como Ebitda), foi de R$ 145 milhões no segundo trimestre do período, valor 51,5% menor do que os R$ 299 milhões vistos no mesmo período do ano passado.
Já a receita líquida somou R$ 3,3 bilhões no segundo trimestre, uma queda de 1,7% na mesma base de comparação.
As vendas em mesmas lojas (SSS) caíram 0,6% no segundo trimestre, segundo os dados divulgados pela companhia.
O recuo veio mesmo com os eventos sazonais dos últimos meses, como a Páscoa, a Copa do Mundo e as vendas de produtos de inverno.
Relembre o caso
O escândalo da Americanas veio à tona em 11 de janeiro de 2023, quando as Americanas divulgaram um fato relevante informando que haviam sido identificadas “inconsistências em lançamentos contábeis” nos balanços corporativos, estimadas inicialmente em cerca de R$ 20 bilhões.
Segundo a companhia, os valores referentes aos primeiros nove meses de 2022 e a exercícios anteriores não haviam sido registrados de forma adequada.
À época, o então presidente Sergio Rial deixou o cargo apenas nove dias após assumir a função, assim como o diretor financeiro André Covre.
Na ocasião, a empresa informou que havia detectado operações de financiamento de compras em valores da mesma ordem de grandeza, nas quais era devedora perante instituições financeiras, mas que não estavam adequadamente refletidas nas demonstrações financeiras.
No dia seguinte, 12 de janeiro, a revelação provocou forte turbulência no mercado financeiro. Instituições financeiras colocaram as ações das Americanas sob revisão, enquanto a B3 chegou a submeter os papéis da companhia a leilão diante da volatilidade.
Ao final do pregão, as ações acumulavam queda de 77,33%, uma das maiores perdas diárias já registradas por uma empresa de capital aberto no Brasil.
Naquele momento, Sergio Rial afirmou que o problema não se referia a valores inexistentes, mas sim a registros contábeis feitos de forma inadequada ao longo dos anos. Ele também explicou que a origem das inconsistências estava nas operações de risco sacado.
🔎 O risco sacado é uma modalidade comum no varejo em que uma instituição financeira antecipa o pagamento devido a fornecedores e passa a ser credora da empresa. No caso das Americanas essas obrigações não apareciam corretamente nos balanços, o que fazia reduzir artificialmente o endividamento da companhia.
As investigações também apontam irregularidades envolvendo verbas de propaganda cooperada (VPCs), incentivos comerciais concedidos por fornecedores ao varejo.
Em 13 de janeiro de 2023, a Justiça do Rio de Janeiro concedeu uma medida cautelar protegendo as Americanas contra o vencimento antecipado de dívidas, suspendendo temporariamente cobranças enquanto a empresa avaliava um eventual pedido de recuperação judicial.
A decisão buscava impedir que credores esgotassem rapidamente os ativos da companhia e preservasse sua atividade econômica.
Na mesma época, também vieram à tona informações de que executivos haviam vendido aproximadamente R$ 212 milhões em ações da empresa durante o segundo semestre de 2022, levantando suspeitas de uso de informação privilegiada.
O pedido de recuperação judicial veio apenas oito dias após a revelação das inconsistências contábeis, em 19 de janeiro de 2023. Na ocasião, a companhia informou possuir apenas R$ 800 milhões em caixa, valor muito inferior aos R$ 8,6 bilhões divulgados no balanço do terceiro trimestre de 2022, tornando sua situação financeira insustentável.
Posteriormente, a recuperação judicial tornou-se uma das maiores da história empresarial brasileira, envolvendo dívidas superiores a R$ 50 bilhões.
Em março de 2026, a companhia informou que havia cumprido as obrigações previstas no plano de recuperação judicial com vencimento até dois anos após sua homologação e protocolou o pedido de encerramento do processo. A Justiça aceitou o encerramento, marcando a saída formal da empresa da recuperação judicial.
*Com informações da agência de notícias Reuters.
Repetitivo definirá se isenção de honorários para a Fazenda Nacional abrange casos não previstos em lei
Planta da Braskem em Maceió, onde a petroquímica fazia exploração de sal-gema.
Divulgação/Braskem
A petroquímica Braskem está em negociações avançadas para um possível pedido de recuperação extrajudicial, que pode ser protocolado ainda neste mês para reestruturar mais de US$ 10 bilhões (R$ 51,6 bilhões) em dívidas de suas operações no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa. As informações foram divulgadas pela Reuters nesta quarta-feira (12).
A recuperação extrajudicial é um mecanismo que permite renegociar dívidas com credores fora de uma recuperação judicial tradicional, com posterior homologação da Justiça.
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A companhia corre contra o tempo até 24 de agosto. Nessa data, diz a Reuters, expira uma proteção obtida por meio de uma medida cautelar concedida em junho. Essa medida protege temporariamente a Braskem contra cobranças e execuções de credores enquanto negocia uma solução para suas dívidas.
🔎 Uma gestora de private equity é tipo de empresa que compra participações em companhias para reestruturá-las, expandi-las e obter lucro com sua valorização futura.
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Procurada pela Reuters, a Braskem não quis comentar o assunto.
A petroquímica foi recentemente adquirida pela IG4 Capital da Novonor (ex-Odebrecht) e enfrenta uma longa fase de dificuldades no setor petroquímico e deve precisar de três a cinco anos para superar os desafios herdados da gestão anterior, segundo a agência de notícias. A Petrobras também detém uma parte da empresa.
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Além dos preços baixos no setor petroquímico, o caixa da Braskem foi pressionado pelos custos relacionados ao desastre ambiental provocado pela exploração de minas de sal em Alagoas, desastre ambiental que provocou o afundamento do solo em bairros de Maceió e levou à remoção de milhares de moradores.
Embora a Braskem venha negociando alternativas com credores — incluindo bancos e investidores que compraram títulos de dívida da companhia — para evitar um longo processo de reestruturação, nenhum acordo foi alcançado até o momento.
Os credores rejeitaram uma proposta da Braskem que previa cinco anos de carência para o pagamento do principal da dívida (o valor originalmente emprestado, sem considerar juros) e dois anos e meio de carência para o pagamento dos juros, segundo a Reuters.
Se as atuais negociações avançarem, diz a agência, o pedido de recuperação extrajudicial da Braskem deverá prever um período de suspensão de cobranças de 90 dias, conhecido no mercado como “stay period”, para negociar um plano mais amplo de reestruturação. Durante esse período, credores ficam temporariamente impedidos de cobrar dívidas ou executar garantias contra a empresa.
Esse período daria tempo para que a empresa e seus credores chegassem a um acordo, ao mesmo tempo em que protegeria a companhia de eventuais medidas de cobrança.
Paralelamente, a Braskem avalia alternativas para reestruturar a dívida de cerca de US$ 2 bilhões de sua subsidiária mexicana. Uma das possibilidades é um pedido de Chapter 11, mecanismo de recuperação judicial dos Estados Unidos, em um cronograma que pode ser parcialmente alinhado ao processo brasileiro, disse uma das fontes.
O Chapter 11 permite que empresas continuem operando enquanto renegociam suas dívidas sob supervisão judicial.
*Com informações da agência de notícias Reuters.
Informativo destaca decisão sobre impenhorabilidade de bem de família de alto valor
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar abre nesta quinta-feira (13) com investidores de olho nas tensões entre EUA e Irã no Estreito de Ormuz, além de indicadores econômicos no Brasil e Estados Unidos. Já o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, abre às 10h.
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▶️ O Irã afirmou que continua controlando o Estreito de Ormuz, importante rota de transporte de petróleo do mundo, contrariando declarações dos Estados Unidos de que teriam controle sobre a região. A disputa reforça as tensões entre os dois países e mantém a atenção do mercado voltada para possíveis impactos no comércio internacional de petróleo e na segurança da navegação.
Com o impasse, os preços do petróleo voltaram a subir. Além disso, a Agência Internacional de Energia (AIE) revisou para baixo sua estimativa de consumo de petróleo, indicando que a atividade econômica mundial deve utilizar menos combustível do que o previsto anteriormente. Por volta das 9h, o barril Brent caía 1,
▶️ O IBGE divulga uma nova estimativa da safra de grãos de 2026, com expectativa de produção de 347,4 milhões de toneladas, levemente acima de 2025, mas inferior à projeção anterior. O IBGE também apresenta os dados das vendas do comércio de junho. A expectativa é de alta de 0,3% em relação a maio, indicando uma leve melhora no consumo das famílias.
▶️ A CNI divulga o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), que segue em nível de pessimismo há 19 meses consecutivos e permanece no menor patamar desde a pandemia.
▶️Os Estados Unidos divulgam o Índice de Preços ao Produtor (PPI) de julho, um indicador que mede a variação dos preços cobrados pelos produtores antes de os produtos chegarem ao consumidor. O resultado é acompanhado de perto pelos mercados porque ajuda a avaliar a trajetória da inflação e pode influenciar as próximas decisões do Federal Reserve sobre a taxa de juros.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
a
Acumulado da semana: +1,88%;
Acumulado do mês: +2,16%;
Acumulado do ano: –5,64%.
📈Ibovespa
Acumulado da semana: 0%;
Acumulado da semana: -3,06%;
Acumulado do mês: -6,05%;
Acumulado do ano: +3,79%.
Trump reivindica controle de Ormuz
Os impasses entre os EUA e o Irã continuam a trazer volatilidade para os preços do petróleo no mercado internacional. Na véspera, segundo informações da Bloomberg, Trump afirmou que detinha o controle do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% de todo o comércio global da commodity.
A informação, no entanto, foi desmentida por Irã, que continua a fazer ataques intermitentes a navios que transitam pela região.
Segundo dados divulgados pela Reuters, o número de embarcações monitoradas no Estreito caiu para oito na terça-feira, o menor nível em uma semana. A queda indica que os navios seguem receosos em cruzar o canal, em meio às tensões e ataques registrados.
O que é o Estreito de Ormuz, fundamental para petróleo mundial
Ao mesmo tempo, as negociações entre os dois países para um acordo de paz parecem estar em um impasse.
No fim de semana, o Irã divulgou uma lista de exigências para a reabertura do Estreito e afirmou que os EUA precisarão atender às demandas para que Teerã libere a passagem de embarcações. As informações são do jornal americano “The New York Times” (NYT), com base em uma declaração veiculada pela mídia estatal iraniana.
Entre as exigências estão:
a suspensão do bloqueio naval e das sanções americanas contra o Irã;
a retirada das tropas americanas das proximidades do país;
o pagamento de indenizações de guerra;
a liberação de ativos iranianos congelados;
o fim dos ataques contra aliados iranianos na região; e
o encerramento das ameaças contra o país.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, também afirmou que o país e Omã estavam “muito perto” de um acordo sobre uma nova rota de navegação pelo Estreito.
“Há progresso entre Omã e Irã no estreito, e esperamos um acordo em breve”, disse um funcionário americano à Reuters na sexta-feira. “Assim que o acordo para restabelecer a navegação comercial sem impedimentos for anunciado, os Estados Unidos suspenderão o bloqueio aos portos iranianos.”
Na segunda-feira, no entanto, Trump ironizou o pedido de indenização do Irã que deveria ser pago por Washington para a reabertura do Estreito de Ormuz.
Inflação dos EUA em linha com expectativas
A inflação ao consumidor nos EUA subiu 0,2% em julho, enquanto o núcleo do índice, que exclui preços mais voláteis, avançou 0,1%. Os resultados vieram em linha com as expectativas do mercado e mostraram uma inflação mais próxima do comportamento habitual após a queda dos preços de energia ter ajudado o índice em junho.
Para Vinicius Flores, gestor de investimentos e sócio da Stratton Capital, os dados representam uma normalização da inflação americana.
Segundo ele, os preços dos aluguéis responderam por cerca de dois terços da alta registrada em julho, um fator relevante porque essa categoria tende a demorar mais para refletir mudanças nos preços.
O núcleo da inflação, que ainda está acima da meta de 2% do Fed, desacelerou de 2,6% para 2,5% em 12 meses. Na avaliação de Flores, como o resultado ficou muito próximo do esperado, o próximo dado de inflação antes da reunião do Fed, em setembro, deverá ter mais peso na decisão sobre os juros.
“Com os dados atuais, a expectativa para a próxima decisão do Fed não deve mudar, com a probabilidade mais alta sendo a de manter as taxas de juros sem alteração”, afirmou.
Após a divulgação dos dados, os rendimentos dos títulos do governo americano, conhecidos como Treasuries, e o índice que mede o desempenho do dólar frente a outras moedas tiveram queda.
Bolsas globais
Em Wall Street, os principais índices acionários americanos fecharam sem uma direção única nesta quarta-feira, enquanto investidores avaliavam os novos dados de inflação americana e repercutiam os resultados de empresas.
O Dow Jones caiu 0,06%, enquanto o S&P 500 subiu 0,26% e o Nasdaq Composite avançou 0,55%.
Na Europa, as bolsas de valores fecharam em queda, conforme investidores analisavam os balanços corporativos e os desdobramentos no Oriente Médio. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,16%, aos 659,48 pontos.
Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, caiu 0,23%, enquanto o CAC-40, da França, teve queda de 0,46% e o FTSE 100, do Reino Unido, recuou 0,10%.
Na Ásia, as ações chinesas fecharam em leve alta nesta quarta-feira, impulsionadas pelos ganhos nos setores de tecnologia e mobiliário, enquanto investidores aguardavam os novos dados de inflação dos EUA.
O CSI 300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzen, subiu 0,6%, enquanto o índice de Xangai, o SSEC, avançou 0,3%. O Hang Seng, de Hong Kong, caiu 0,8% e o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 3,68%, enquanto o Nikkei, do Japão, teve ganhos de 0,83%.
* Com informações da agência de notícias Reuters.
Dólar
Reuters/Lee Jae-Won/Foto de arquivo
Sexta Turma antecipa sessão do dia 18 de agosto para as 13h