Peão de Orindiúva viaja 10 mil km para divulgar cultura caipira

Pedro Henrique Biondo, o Berranteiro das Américas
Reprodução / TV TEM
O engenheiro civil Pedro Henrique Biondo, de Orindiúva (SP), deixou o trabalho em 2023 para viajar pelo mundo e divulgar a cultura caipira. Ao lado do cão Bastião, um border collie, percorreu 10 mil quilômetros em três anos e passou por 16 países.
O objetivo da viagem, segundo Pedro, foi mostrar que a cultura brasileira vai além do samba e do futebol. Ele leva o berrante e as roupas típicas como símbolos da identidade caipira.
O primeiro berrante foi presente da avó, para ajudar em problemas respiratórios. O instrumento despertou nele a paixão pela cultura boiadeira. Hoje, Pedro é tetracampeão do Concurso de Berrante da Festa do Peão de Barretos.
Pedro compartilhou a rotina nas redes sociais, onde reúne 1 milhão de seguidores. Entre os momentos marcantes, lembra da apresentação na Times Square, em Nova York, e do desafio de domar duas mulas ariscas — Heida e Oklahoma — presenteadas por uma família norte-americana.
Depois de percorrer até 30 quilômetros por dia em uma rotina incerta, Pedro voltou para casa com a sensação de dever cumprido. Agora, planeja seguir viagem rumo ao Alasca.
Veja a reportagem exibida no programa em 16/8/2026:
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Mosca-de-estábulo avança no inverno e causa prejuízo a pecuaristas no interior de SP

Mosca-de-estábulo avança no inverno e causa prejuízo a pecuaristas no interior de SP
Nosso Campo
O período de inverno, caracterizado pela colheita de cana-de-açúcar, agora é marcado pela constante aparição de moscas-de-estábulo. Os insetos, atraídos pela concentração de vinhaça e umidade, se fixam no gado e interferem na rotina dos bovinos.
Em vez de utilizar o tempo para alimentação e descanso, as vacas permanecem de pé, com espasmos e desconforto. Elas priorizam gastar energia para se proteger das moscas, o que as mantém fracas e debilitadas. Isso afeta seu ganho de peso, a produção de leite e a qualidade de vida, podendo causar a morte dos bovinos.
Em Avanhandava (SP), no centro-oeste paulista, o pecuarista Alexander von Büldring perdeu oito cabeças de gado e teve uma redução de 60% na produção de leite. Alexander relata o diagnóstico de complexo de tristeza parasitária após os animais demonstrarem fadiga, desconforto e presença de sangue na urina e nas fezes. Dos 36 animais da propriedade, 16 estão em ordenha, cada um produzindo seis litros de leite.
Nas proximidades da propriedade, uma usina de açúcar e etanol propicia a presença das moscas, devido à alta quantidade de vinhaça e matéria orgânica. Em nota, a usina Diana Bioenergia compartilhou medidas tomadas para combater as moscas-de-estábulo, como prevenção de vazamentos, monitoramento da população de moscas, consultoria especializada em manejo de pragas e ajustes no manejo da palha, na aplicação de compostos orgânicos e na distribuição da vinhaça.
Outra propriedade que enfrenta o mesmo problema recorreu ao uso de ventilação mecânica para reduzir o impacto das moscas sobre as 110 cabeças de gado. O pecuarista João Heck Junior observa a constante perda de peso dos animais e relata a perda de algumas vacas.
O veterinário Luís Felipe Cruiol informa que os insetos se adaptaram aos períodos de inverno. Com a chegada do setor de cana e o favorecimento da reprodução das moscas, o gado fica vulnerável. De acordo com o médico-veterinário, reforçar a higiene dos estábulos, rastelar as fezes e evitar a umidade são medidas que podem ajudar na qualidade de vida dos bovinos nesse período.
Veja a reportagem exibida no programa em 16/8/2026:
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