Durigan diz que crise da Casas Bahia não indica problema geral na economia: 'Não há'

Dario: ‘Oposição quer trazer tema como crise’
Em entrevista a Julia Duailibi e Fernando Nakagawa, no GloboNews Mais, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, reconheceu nesta sexta-feira (21) que os juros elevados pressionam o varejo, mas rejeitou a avaliação de que os problemas enfrentados por empresas como as Casas Bahia sejam sinal de uma crise generalizada na economia brasileira.
Segundo Durigan, uma análise de uma série histórica mais ampla mostra redução no número de falências e recuperações judiciais. Nesse levantamento, o varejo aparece atrás de outros setores, como a indústria.
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O ministro afirmou que o caso das Casas Bahia é um problema específico da empresa e lembrou que o grupo já havia passado por uma recuperação extrajudicial, mas não conseguiu superar os problemas com as dívidas.
Durigan disse ainda que o varejo é especialmente dependente de crédito e, por isso, sente mais os efeitos dos juros elevados. Segundo ele, o crédito mais caro reduz a atividade do setor.
“Não posso fugir do tema dos juros, porque o setor varejista tem margens apertadas e depende — a gente fala ‘alavancado’, no jargão mais técnico — de crédito para trás, para os seus fornecedores, e depende do crédito para frente, para as famílias, para os consumidores que compram”.
Dario Durigan: ‘A gente vai seguir apertando o arcabouço fiscal’
“Então, há uma série de elementos que explicam, em grande medida, o que está acontecendo, mas que não justificam um argumento político mais escandaloso sobre crise geral, porque não há.”
“É bem importante a gente colocar isso. Tem uma série de dados da economia brasileira que mostram pujança em vários setores”, diz o ministro.
“A gente ouve falar de fechamentos e, claro, nos entristece. É parte da vida a gente entender essas transformações e, no que o Estado puder ajudar dentro dos seus limites, sem comprometer concorrência ou fazer intervenção indevida, a gente tem feito.”
Governo vai seguir ‘apertando’ o arcabouço fiscal
Dario Durigan: ‘A gente vai seguir apertando o arcabouço fiscal’
Durigan afirmou que parte da resposta do governo aos juros elevados passa por “seguir melhorando” a política fiscal. Segundo ele, o governo já aprovou medidas para conter despesas e pretende continuar trabalhando para melhorar as contas públicas.
“Nós aprovamos no Congresso Nacional contenção de crescimento de despesa. Além de ter bloqueio no Orçamento esse ano, mais contenção de despesa obrigatória já aprovada no Congresso, que vai abrir espaço para o ano que vem”, disse.
“E a gente vai seguir apertando o arcabouço fiscal para que a gente tenha um resultado cada vez melhor do ponto de vista fiscal, que é o trabalho do ministro da Fazenda: colaborar com a política monetária, fazendo o seu papel do lado da política fiscal.”
Ao falar sobre os próximos passos, Durigan afirmou que o governo pretende reduzir despesas obrigatórias, melhorar a eficiência dos programas sociais e aumentar a arrecadação.
Ele também citou a redução de benefícios tributários e a intenção de limitar os gastos com novas contratações. “Vamos fazer cortes lineares, como está fazendo este ano de eleição, em benefício tributário. Vamos melhorar a eficiência do Estado, colocando menos peso na contratação de pessoal.”
“O ano que vem tem um limite de 0,6% para a gente ter incremento de despesa com pessoal, o que já impõe uma disciplina em que a gente tem que investir mais em sistema, em eficiência do Estado, e menos em contratação de pessoal, por exemplo.”
Durigan também defendeu a revisão de gastos obrigatórios, medidas para tornar a máquina pública mais eficiente e a redução de privilégios.
“Essas várias frentes: diminuição de gasto obrigatório, abertura para espaço discricionário para investimento, aumentando a produtividade e a capacidade de investimento privado; olhar para os privilégios indevidos que nós temos no país, seja de aposentadoria no serviço público, de militares, seja otimizando a máquina pública.”
Segundo ele, essas medidas podem liberar mais recursos do Orçamento para investimentos e ajudar a criar condições para a redução dos juros.
Ajuste de cerca de 2% do PIB
Dario Durigan: ‘Temos sinalizado por uma trajetória de resultado primário positivo’
Ao discutir medidas para conter o crescimento das despesas, Durigan afirmou “nós vamos ter, para o ano que vem, uma boa acomodação no aumento de despesa obrigatória. E é fazendo isso, fazendo esse diálogo, que a gente vai conseguir avançar, seguindo, fazendo esse ajuste, como a Júlia mencionou, de algo como 2% do PIB.”
Segundo Durigan, esse cálculo considera o conjunto das medidas e não se limita às exceções relacionadas ao tarifaço e ao Rio Grande do Sul – que tme uma dívida com a União em torno dos R$ 100 bilhões.
Governo não discute desvinculação de benefícios do salário mínimo
Dario Durigan: ‘Não está colocada a desvinculação do salário mínimo dos benefícios’
Questionado sobre a possibilidade de desvincular benefícios previdenciários e sociais do salário mínimo, Durigan afirmou que a medida não está em discussão.
“Não está colocada a desvinculação do salário mínimo dos benefícios, tanto previdenciários quanto alguns sociais.”
Para Durigan, o foco agora é sinalizar a manutenção de uma regra fiscal que garanta, necessariamente, que “a despesa pública vá crescer menos do que a receita, para que a gente vire a página da década anterior, em que a gente teve mais despesa no país do que receita e com total descaso para a base fiscal do país”.
Durigan não confirma redução do crescimento das despesas para 1,5%
Questionado sobre a possibilidade de reduzir de 2,5% para 1,5% a taxa de crescimento das despesas prevista no arcabouço fiscal, Durigan não confirmou nenhum número.
Não, eu não vou cravar número. De novo, nós vamos cravar uma trajetória de sustentabilidade, com redução da dívida a longo prazo
Segundo ele, a trajetória fiscal deverá ficar mais clara com a apresentação do Projeto de Lei Orçamentária (PLOA), que será entregue ao Congresso na próxima semana.
“Se dependesse só da gente, a gente faria mais rápido”
Sobre o ritmo do ajuste fiscal, o ministro afirmou que o governo já apresentou medidas mais ambiciosas, mas que parte delas não avançou no Congresso. Ele citou como exemplo uma medida que previa a limitação do crédito presumido, um benefício de PIS/Cofins, e que, segundo ele, representava R$ 40 bilhões.
“Se dependesse só da gente, a gente faria mais rápido.”
Apesar disso, Durigan defendeu o ritmo adotado pelo governo e afirmou que considera positivo o avanço de medidas por meio do diálogo com o Congresso e outros Poderes.
“Não há opção melhor do que a gente seguir dentro desse processo equilibrado.”
R$ 10 bilhões estarão “muito bem colocados”
Ao falar sobre o que ainda pode ser feito para acelerar a resposta à situação fiscal, Durigan afirmou que o governo apresentará, na próxima semana, os detalhes da medida que, segundo ele, deve aliviar a pressão sobre as despesas obrigatórias em R$ 10 bilhões ou mais.
Basicamente, p governo pretende dar transparência aos detalhes da medida.
Dario Durigan
Washington Costa/MF
Governo promete retirar subsídios e diz que fará o necessário para reduzir juros
Durigan também afirmou que os subsídios serão retirados e criticou medidas adotadas pelo governo anterior.
“Não vamos fazer como foi feito no governo anterior, que quem teve que reonerar o combustível foi o ex-ministro Fernando Haddad, em 2023. Foram várias bombas, várias armadilhas fiscais deixadas para frente. Nós não vamos fazer isso.”
Segundo ele, o Ministério da Fazenda está preparado para adotar novas medidas quando houver espaço para isso.
Em nome da campanha de Lula, Durigan acena com ajuste gradual das contas públicas para reduzir taxa de juros
Ao final, Durigan afirmou que o governo fará o necessário para reduzir os juros.
“Nós vamos resolver as questões, dando transparência e com esse compromisso, dentro de um projeto muito claro de responsabilidade fiscal, fazer o que for necessário para diminuir a taxa de juros, que é, sim, uma questão para o país.”
“Eu sempre digo: não sou o ministro da Fazenda para atender determinado setor, seja o setor financeiro, seja o setor do agro, seja o setor de varejo. É preciso olhar a saúde da economia brasileira como um todo e ver o avanço da qualidade de vida e do bem-estar da população.”

ANPD inicia monitoramento de redes sociais e ferramentas de IA para avaliar proteção de crianças e mulheres

Criança no celular
Canva
A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) abriu, nesta sexta-feira (21), duas ações de fiscalização que envolvem 22 serviços digitais, entre eles redes sociais, plataformas de inteligência artificial e lojas de aplicativos.
As empresas terão de informar quais providências já adotaram ou estão desenvolvendo para cumprir as novas regras de proteção dos usuários na internet, focando em crianças, adolescentes e mulheres no ambiente digital.
As companhias começaram a ser notificadas nesta sexta-feira e terão dez dias úteis, contados a partir do recebimento oficial da notificação, para responder aos questionamentos da agência reguladora.
Agora no g1
Estas são as empresas monitoradas na primeira fase da fiscalização:
Redes sociais:
Instagram
Facebook
WhatsApp (em relação à funcionalidade pública “Canais”)
Telegram (em relação às funcionalidades “Canais públicos” e “Grupos públicos”)
Tiktok
X
Discord
Youtube
Kwai
Linkedin
Snapchat
Pinterest
Reddit
Lojas e ferramentas de IA aparecem na segunda fase:
Lojas de aplicativos:
App Store
Google Play Store
Ferramentas de IA:
Gemini
Copilot
Claude
Deepseek
ChatGPT
Meta AI
Perplexity
A seleção considerou fatores como o alcance dos serviços no mercado brasileiro, sua relevância para os usuários e os possíveis riscos relacionados à circulação de conteúdo publicado por terceiros.
O órgão regulador ressaltou que as investigações não abrangem comunicações privadas em aplicativos de mensagens ou serviços de e-mail, em respeito ao sigilo de dados garantido por lei.
No caso de aplicativos como WhatsApp e Telegram, a fiscalização se limitará às ferramentas públicas de compartilhamento e distribuição de conteúdo, como canais e grupos abertos.
O que a ANPD está monitorando
“Nesta primeira fase, as plataformas e lojas de aplicativo terão que responder sobre a existência e efetividade de estruturas de governança, mecanismos de transparência, sistemas de gestão e mitigação de riscos, procedimentos de moderação de conteúdo, canais de denúncia, medidas de proteção de usuários, entre outros pontos que as permitam cumprir as leis e normas brasileiras”, diz a ANPD em nota.
Nas redes sociais, a ANPD monitora os mecanismos de proteção voltados a impedir o impulsionamento de conteúdos criminosos ou ilegais, especialmente quando podem atingir crianças, adolescentes e mulheres. A existência de canais de denúncia para esse tipo de publicação também está entre os pontos fiscalizados.
No caso das lojas de aplicativos, a fiscalização vai verificar se as plataformas contam com mecanismos capazes de impedir a criação e a disseminação desse tipo de conteúdo.

Após retomar conversas com os EUA, prioridade do Brasil é ampliar lista de exceções ao tarifaço, diz ministro

Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, durante o programa “Bom Dia, Ministro”, na EBC
Júlio César Silva/MDIC
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, disse nesta sexta-feira (21), após conversa com o representante do Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), Jamieson Greer, que a prioridade do Brasil é ampliar a lista de exceções ao tarifaço.
O representante do USTR ligou para o ministro brasileiro depois da conversa entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Donald Trump.
Na ligação, o presidente Lula pontuou que as tarifas afetam negativamente a economia dos dois países e ressaltou que a manutenção das negociações é o melhor caminho bilateral.
Segundo nota divulgada pelo Palácio do Planalto, o presidente americano concordou com a necessidade de preservar as relações comerciais e sugeriu que as equipes técnicas dos dois governos voltem a se reunir o mais brevemente possível.
“Combinamos de reservar dia e hora para falarmos na semana que vem. Ele disse que era a determinação do presidente Trump. Ficamos de alinhar a primeira conversa. Deveremos ajustar o caminho das negociações. Serão retomados os diálogos diretamente”, disse o ministro Márcio Elias.
Tarifaço
Há pouco mais de um mês, os Estados Unidos aplicaram duas tarifas adicionais ao Brasil.
No primeiro caso, foi aplicada uma adicional de 25% a produtos brasileiros depois de investigação do governo dos Estados Unidos concluir que o Brasil adota práticas que “oneram ou restringem” o comércio com os americanos.
Entre os exemplos citados na investigação estiveram o PIX e a regulação de plataformas digitais.
Depois, os Estados Unidos anunciaram a aplicação de uma tarifa extra de 12,5% às exportações brasileiras. A decisão foi resultado de outra investigação que concluiu que o Brasil e outros países adotam práticas comerciais consideradas desleais por não proibirem nem fiscalizarem adequadamente a importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
As duas novas taxas resultaram em uma alíquota total de 37,5% sobre parte dos produtos brasileiros exportados aos Estados Unidos.
Milhares de itens, porém, ficaram isentos das cobranças. Entre eles produtos importantes para a economia americana, como petróleo, café e carne bovina. Por outro lado, setores como os de calçados, máquinas, madeira e açúcar ficaram submetidos à tarifa máxima.
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Tarifaço de Trump: veja a cronologia e como ficam as novas tarifas para o Brasil
Impacto sobre a economia brasileira
A Câmara de Comércio dos Estados Unidos e a Câmara Americana de Comércio no Brasil (Amcham Brasil) chegou a estimar que a tarifa anunciada sob a justificativa de falhas na proibição e fiscalização da importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado, “agrava as condições de acesso das exportações brasileiras ao mercado norte-americano”.
Segundo a Amcham, a medida tem o potencial de atingir cerca de 3 mil produtos brasileiros, que somam US$ 12,5 bilhões em exportações anuais para os Estados Unidos.
A entidade afirmou que o cenário de sobretaxas comprometia a competitividade das exportações brasileiras para os Estados Unidos e elevaria os custos para empresas e consumidores norte-americanos, além de “fragilizar cadeias produtivas integradas entre os dois países e afetar os investimentos bilaterais”.

Preço do suíno cai para o 3º menor patamar da história em SP: 'sobreoferta e baixa demanda', analisa USP

Carne suína
Reprodução/TV TEM
A combinação de sobreoferta de animais e demanda enfraquecida, registrada na segunda quinzena de julho de 2026, ameaça o mercado paulista independente de suínos. O cenário fez o preço do porco pronto para o abate na capital e interior de São Paulo atingir o menor patamar de toda a série histórica, com média de R$ 5,18 o quilo nas praças acompanhadas pelo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da USP em Piracicaba (SP).
Segundo levantamento do Cepea, divulgado na última quinta-feira (20), a desvalorização acentuada no mês, impulsionada pelas férias escolares, acumula queda de 43,1% no ano para o animal vivo, na comparação com as cotações reais de dezembro de 2035.
A carcaça especial registrou recuo de 36,2% no mesmo período.
Segundo pesquisadores do Cepea, esse cenário é bastante semelhante ao observado em 2022. Para efeito de comparação, o pior momento do mercado naquele ano, nessa mesma praça, foi observado em fevereiro, quando a média era de R$ 5,97/kg, em valores reais (deflacionados pelo IGP-DI de jul/26).
Preços da carne suína recuaram em março de 2026
Reprodução/TV TEM
“[Isso]pressionou as margens do setor, gerando prejuízos aos carcinicultores e forçando o encerramento das atividades de produtores independentes”, afirmou o Centro de Estudos da Esalq.
A área do SP-5, acompanhadas pelos pesquisadores da Esalq-USP, abrange as cidades de Bragança Paulista (SP), Campinas (SP), Piracicaba (SP), São Paulo (SP) e Sorocaba (SP).
Ainda conforme o Centro de Estudos, a procura pela carne suína fica tipicamente enfraquecida na segunda metade do mês, devido ao menor poder de compra da população.
“Consequentemente, reduz a demanda pelo animal vivo. Além disso, o período de férias escolares reforçou a redução na procura, levando as médias a recuarem, apesar dos aumentos registrados no início de julho”, explica.
Consumidores aproveitam queda no preço da carne de porco, mas produtores estão na bronca
Surpresa para o setor
O Centro de Pesquisas destaca que o cenário baixista tanto da carne quanto do vivo este ano é surpreendente para o setor, que esperava demanda firme em 2026, conforme observado em 2025.
Além da demanda enfraquecida, o Cepea entende que o momento atual do mercado é fruto de maiores investimentos realizados pelo setor no ano passado e que resultam em maior produção e, portanto, maior oferta interna em 2026.
Março
As cotações da carcaça de porco em março de 2026, a carne suína ganhou competitividade em relação aos preços da proteína bovina e a diferença nos valores alcançou o maior nível nos últimos quatro anos, desde 2022.
A cotação média da carcaça especial suína comercializada no atacado da Grande São Paulo fechou em 10,06 o quilo em março de 2026. A marca representa recuo de 2,8% na comparação com fevereiro deste ano.
A gangorra de preços entre as carnes concorrentes foi explicada pela baixa liquidez na suinocultura durante a Quaresma, quando a procura pelo consumidor costuma cair, e também pelas altas nas exportações da proteína bovina. O ritmo intenso nos embarques da carne de boi já era verificado desde 2025.
Carne suína: fevereiro de quedas
Os preços médios do suíno vivo registraram quedas de até 20% em fevereiro de 2026 nas regiões produtoras no interior de São Paulo, incluindo Piracicaba (SP).
O movimento de baixa nas cotações no período foi explicado pela baixa procura da indústria por lotes de animais no mercado independente.
“Resultou em um desarranjo da oferta interna”, analisam pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) do campus da Universidade de São Paulo (USP) em Piracicaba (SP).
O suíno vivo foi negociado à média de R$ 6,91 o quilo em fevereiro deste ano. Em janeiro, o animal era cotado em R$ 8,24 o quilo, uma baixa de mais de 16%, na praça SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba).
Na comparação com fevereiro de 2025, quando o produto era vendido a R$ 8,66/kg, a desvalorização alcança 20%.
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Nova Volkswagen Amarok chega em 2027 e será ainda mais potente

Volkswagen mostra prévia da nova geração da Amarok com picape disfarçada
Divulgação / Volkswagen
A Volkswagen apresentou nesta sexta-feira (21), em Barretos (SP), a nova geração da Amarok. A picape ainda está camuflada, mas a marca confirmou que o modelo será lançado em 2027 e terá mais potência do que qualquer outra Amarok já produzida.
Hoje a picape é vendida no Brasil com motor 3.0 V6 turbho diesel de 258 cavalos.
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A apresentação faz parte da ofensiva de picapes da Volkswagen na América do Sul, que também inclui a nova Tukan. A região participa do desenvolvimento do novo modelo, com atuação das equipes locais de design, engenharia, testes e validação.
No Brasil, a Stellantis tem muita força no segmento com Fiat Strada e Fiat Toro. Além dos modelos da RAM.
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Segundo a Volkswagen, a nova Amarok está sendo desenvolvida a partir das necessidades dos consumidores sul-americanos e terá tecnologia e eletrificação associadas à proposta da picape.
A nova Amarok está sendo testada com clientes em diferentes países da América do Sul. Os testes incluem situações de uso em áreas urbanas e rurais, além de estradas pavimentadas e não pavimentadas.
O desenvolvimento considera diferentes condições de temperatura, altitude, poeira e tipos de terreno. A Volkswagen afirma que essa variedade também influenciou a camuflagem usada no modelo apresentado em Barretos.
A nova geração da picape faz parte dos investimentos de R$ 20 bilhões previstos pela Volkswagen para a América do Sul até 2028. Desse total, R$ 4 bilhões serão destinados à operação na Argentina.
O investimento também inclui melhorias na fábrica de Pacheco, onde a Amarok é produzida desde 2010. A empresa afirma que o aporte envolve mudanças nas instalações e avanços nos processos de fabricação.
Volkswagen mostra prévia da nova geração da Amarok com picape disfarçada
Divulgação / Volkswagen
Camuflagem
Apesar de esconder o desenho definitivo da picape, a camuflagem apresentada em Barretos traz elementos relacionados a diferentes regiões da América do Sul.
Dá para perceber que o porte da Amarok permanece, mas a dianteira assume linhas horizontais iluminadas.
A nova geração será lançada após 16 anos de produção da Amarok na América do Sul. Desde 2010, a picape é fabricada no Centro Industrial de General Pacheco, na Argentina.
A produção acaba de atingir 800 mil unidades. De acordo com a Volkswagen, a Amarok se tornou o modelo mais fabricado da história da operação da marca na Argentina.
Mais de 465 mil unidades foram exportadas para mais de 100 mercados.
VW revela Tukan
Volkswagen Tukan
divulgação/Volkswagen
A Volkswagen também apresentou nesta sexta-feira (21), em Barretos (SP), a Tukan, nova picape da marca que será produzida no Brasil e começa a ser vendida no primeiro semestre de 2027. O modelo será fabricado em São José dos Pinhais (PR) e terá 76% de peças nacionalizadas.
A Tukan será oferecida em duas configurações. A cabine dupla foi mostrada na versão Extreme, topo da linha, enquanto a cabine simples aparece na versão Robust, de entrada, com foco no transporte de cargas e no uso profissional.
A picape foi mostrada, mas só chega às lojas em 2027. A Volkswagen ainda não confirmou preço e demais detalhes técnicos.
Volkswagen Tukan
divulgação/Volkswagen
A Tukan utiliza a plataforma MQB, arquitetura empregada pela Volkswagen em outros modelos, como oT-Cross. O SUV foi o ponto de partida para o desenvolvimento da Tukan. A fabricante afirma que até tentou usar o Tera,as não encontrou as proporções desejadas. Esta é a primeira vez que a plataforma é usada no mundo em uma picape.
Para adaptar a estrutura ao transporte de carga, a Volkswagen desenvolveu uma suspensão traseira específica com feixe de molas. A solução foi projetada para lidar com diferentes condições de uso, inclusive com o veículo carregado.
O entre-eixos também foi aumentado em relação ao T-Cross. Segundo a empresa, a alteração permitiu criar espaço para a caçamba sem reduzir o espaço destinado aos ocupantes.
Volkswagen Tukan
divulgação/Volkswagen
Cabine simples
A configuração de cabine simples tem uma proposta diferente da versão de cabine dupla. Com cabine mais curta e caçamba maior, ela foi projetada para aplicações profissionais.
Durante o desenvolvimento, a Volkswagen realizouavaliações com consumidores. De acordo com a empresa, as opiniões dos participantes levaram a mudanças no projeto, inclusive na traseira da cabine simples, que recebeu menos elementos decorativos.
A cabine dupla, por sua vez, terá uma proposta mais ampla, com foco em conforto, tecnologia e versatilidade, além do uso como picape.
A plataforma MQB da Tukan foi desenvolvida para receber diferentes tecnologias de motorização e sistemas de assistência ao condutor. A VW, porém, não detalha quais equipamentos desse tipo estarão disponíveis na picape.
Volkswagen Tukan
divulgação/Volkswagen
Apesar de utilizar uma arquitetura relacionada ao T-Cross, a Tukan não repete o desenho do SUV. A Volkswagen diz que trabalhou para criar uma identidade específica para a picape. Mesmo assim, o para-brisas da picape é o mesmo do T-Cross.
Na frente, os faróis de LED ficam em posição mais alta e são os mesmos do Nivus. O modelo também tem elementos pretos e entradas de ar no para-choque. Nas laterais, há caixas de roda mais angulosas, linha de cintura elevada e proteções mais volumosas.
A traseira tem lanternas de LED e elementos gráficos integrados ao desenho da tampa e do para-choque.
Volkswagen Tukan
divulgação/Volkswagen
A Tukan será produzida na fábrica da Volkswagen em São José dos Pinhais (PR). A unidade utiliza inteligência artificial na inspeção das peças estampadas.
O modelo terá 76% de peças nacionais. A fabricante afirma que a Tukan faz parte de uma estratégia em que novos modelos desenvolvidos e produzidos pela Volkswagen na América do Sul, a partir de 2026, terão versão eletrificada.
Carlo Ancelotti com a picape Volkswagen Tukan no dia da convocação da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2026
Divulgação / VW
Primeira aparição
A primeira aparição pública da Tukan ocorreu acompanhando a chegada do mascote Canarinho e de Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira masculina, para a convocação da Seleção Brasileira antes da Copa do Mundo 2026.
O protótipo estava com uma camuflagem artística desenvolvida pela equipe de Design da Volkswagen do Brasil. O nome e a cor da picape, amarelo canário, já haviam sido anunciados anteriormente.
Veja fotos
Volkswagen mostra picape Tukan em Barretos (SP)