Mega-Sena 3049 acumula e prêmio vai a R$ 25 milhões; veja os números sorteados

Como funciona a Mega-Sena?
O sorteio do concurso 3.049 da Mega-Sena foi realizado na noite desta terça-feira (25), em São Paulo. O prêmio para as apostas que acertassem as seis dezenas era de R$ 2.8 milhões. No entanto, ninguém levou a faixa principal e o valor acumulou para R$ 25 milhões.
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Veja os números sorteados: 06 – 13 – 36 – 43 – 53 – 55
5 acertos: 22 apostas ganhadoras, R$ 41.986,04
4 acertos: 1.567 apostas ganhadoras, R$ 971,64
O g1 passou a transmitir, desde abril, todos os sorteios das Loterias Caixa, ao vivo. A transmissão começa momentos antes de cada dia de concursos, no site e no canal do g1 no YouTube.
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Resultado do concurso 3049 da Mega-Sena.
Reprodução/Caixa
Para apostar na Mega-Sena
A aposta mínima custa R$ 6 e pode ser realizada também pela internet, até as 20h – saiba como fazer a sua aposta online.
Os jogos podem ser realizados até as 20h (horário de Brasília) em qualquer lotérica do país ou por meio do site e aplicativo Loterias Caixa, disponíveis em smartphones, computadores e outros dispositivos.
Já os bolões digitais poderão ser comprados até as 20h30, exclusivamente pelo portal Loterias Online e pelo aplicativo.
O pagamento da aposta online pode ser realizado via PIX, cartão de crédito ou pelo internet banking, para correntistas da Caixa. É preciso ter 18 anos ou mais para participar.
A Mega tem três sorteios semanais: às terças, quintas e domingos.
Probabilidades
A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e o tipo de aposta realizada. Para um jogo simples, com apenas seis dezenas, que custa R$ 6, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa.
Já para uma aposta com 20 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 232.560,00, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 1.292, ainda de acordo com a instituição.
Volante da Mega-Sena
Ana Marin/g1

Eleições 2026: presidenciáveis defendem contas em ordem para baixar juro e estimular economia, mas não detalham propostas

Lula, Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema: candidatos à Presidência da República
Divulgação
Os candidatos à Presidência da República nas eleições de outubro identificam em seus planos de governo, na área de economia, a alta taxa de juros como um dos principais obstáculos ao crescimento sustentável do país.
Para impulsionar o crescimento econômico sem gerar desequilíbrios, eles defendem ajuste das contas públicas, trazendo-as de volta ao azul, algo que não ocorre, de forma recorrente e sustentada, desde 2013.
Esse é o mesmo diagnóstico traçado de analistas do setor privado para conter o crescimento da dívida pública brasileira — que atingiu o maior patamar desde a pandemia —, e baixar os juros (atualmente os mais altos do mundo em termos reais).
Embora a análise seja semelhante, os caminhos propostos para enfrentar o desequilíbrio fiscal, e a intensidade do ajuste, variam entre as candidaturas.
Os programas de governo dos candidatos, embora tragam as linhas gerais de como tentar retomar superávits fiscais, não trazem muitos detalhes de como fazê-lo.
Também incluem propostas (genéricas) de reformas em despesas obrigatórias, medidas tradicionalmente impopulares e de implementação politicamente complexa.
🔎Com o primeiro turno das eleições marcado para 4 de outubro, o g1 apresenta as propostas dos cinco candidatos mais bem colocados nas pesquisas de intenção de voto: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo). Foram considerados os programas de governo registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
g1 e GloboNews começam cobertura especial das eleições 2026 com entrevistas dos candidatos à Presidência
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Lula, candidato à Presidência da República pelo PT
Yuri Murakami/F/2.8 News/Estadão Conteúdo
Em seu programa de governo para um eventual quarto mandato, a coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva diz que a economia teve um crescimento médio de 3% nos últimos anos e avalia que a “taxa de juros é hoje o que a inflação foi no passado no Brasil: promove concentração de renda e desorganiza a nossa economia”.
O governo diz que, entre 2023 e 2026, foi feito um “enorme esforço fiscal” (melhora de arrecadação e contenção de gastos), de aproximadamente 2% do Produto Interno Bruto (PIB), R$ 240 bilhões. E acena um ajuste da mesma intensidade, com gradualismo, em um novo mandato.
“O resultado fiscal virá, como fizemos até aqui, da retomada do crescimento econômico, do controle do aumento do gasto primário, investindo na melhoria da eficiência e da qualidade do gasto público, da promoção de justiça tributária e do combate aos privilégios e às distorções [aumentos de arrecadação via alta de tributos e cortes de benefícios]”, acrescenta, na proposta.
Veja outras propostas:
Programa de governo diz que, para melhorar as contas públicas, será mantido o chamado “arcabouço fiscal”, a regra aprovada em 2023. Pela norma, as despesas não podem crescer acima das receitas e, também, não podem avançar mais do que 2,5% ao ano (acima da inflação). Analistas criticam, porém, as exceções à regra – que têm impulsionado os gastos nos últimos anos.
O plano diz, ainda, que, em um novo mandato, Lula dará continuidade à política de valorização do salário mínimo como meio estratégico de distribuição de renda, combate à pobreza e promoção do desenvolvimento econômico e social. Atualmente, o salário mínimo tem aumento acima da inflação, limitado a 2,5% ao ano (teto do arcabouço). Por ser atrelado a gastos previdenciários, analistas avaliam que isso dificulta o ajuste fiscal.
A proposta diz que o governo, se eleito, combaterá a “pejotização espúria, com fiscalização, regras que inibam migrações fraudulentas, equiparando responsabilidades administrativas e previdenciárias e fortalecendo a inspeção do trabalho”. Indicado pela campanha, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, detalhou um pouco mais a proposta.
O governo diz, também, que manterá a ação junto ao Senado Federal para assegurar o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho para 40 horas, sem redução salarial, nos termos aprovados na Câmara dos Deputados.
Flávio Bolsonaro (PL)
Flavio Bolsonaro na Marcha para Jesus, em São Paulo.
Miguel Schincariol / AFP
A coligação do candidato Flávio Bolsonaro (PL), por sua vez, prometeu um ajuste fiscal de maior intensidade, classificado como um “grande tesouraço” por meio de um “corte profundo e por todos os lados, que enxuga a máquina”. O objetivo é, ‘com as contas em ordem”, conquistar “juros menores”.
“Apresentaremos uma reformulação nas atuais regras fiscais, com regras claras focadas na estabilização e na redução da dívida pública conforme determina a Constituição. Vamos construir o equilíbrio fiscal duradouro, entregando superávits primários e limitando o crédito subsidiado com recursos do Tesouro, mitigando pressões inflacionárias. E haverá uma regra clara de controle de gastos discricionários dos três Poderes da União”, diz o projeto do PL.
A proposta contempla, também, redução de impostos sobre energia e combustíveis “para sobrar dinheiro no fim do mês” para as famílias.
“Menos imposto no que a família consome, conta de luz mais simples e mais barata, custo de transporte menor na prateleira do supermercado e crédito que não afunda o orçamento”, acrescenta. Uma redução de arrecadação, por sua vez, dificulta o ajuste das contas públicas.
Veja outras propostas:
O documento da coligação diz que o Brasil cresceu, em média, 2% ao ano nas últimas duas décadas. E acrescenta que a meta é dobrar esse ritmo e alcançar um crescimento sustentado de 4% ao ano ao longo da próxima década, “apoiado no investimento privado, na segurança jurídica e na competitividade do agro, da indústria e dos serviços”.
O programa de governo promete, ainda, promover a revisão e o redimensionamento da reforma tributária e da “majoração” de impostos efetuada pelo atual governo. “Vamos corrigir suas distorções, reduzir o IVA, hoje projetado num dos patamares mais altos do mundo, e assegurar a não cumulatividade, para que não se cobre imposto sobre imposto”, diz.
Outra proposta é manter os programas sociais existentes com “aperfeiçoamento da gestão, correção de distorções e combate às fraudes”. Informa, ainda, que o programa social é ponto de partida e que haverá uma “trilha de qualificação e intermediação desenhada especialmente para quem recebe o benefício, para que a saída não seja um salto no escuro, mas um caminho com apoio em cada passo”.
O programa de governo diz, também, que dará continuidade a uma reforma administrativa já enviada ao Congresso, mas que não foi avaliada pelo Legislativo, para “modernizar o funcionamento do Estado e a carreira do servidor”. Promete, ainda, o corte de no mínimo 10 ministérios, a redução de cargos comissionados e o “combate aos penduricalhos e supersalários”.
Ronaldo Caiado (PSD)
Ronaldo Caiado, candidato à Presidência da República pelo PSD
Raul Luciano/Ato Press/Estadão Conteúdo
A coligação de Ronaldo Caiado (PSD) avalia, em seu plano de governo, que a responsabilidade fiscal será “princípio moral e condição de crescimento”.
A promessa é de reduzir desperdícios, rever privilégios e subsídios sem resultado, qualificar o gasto e recuperar a capacidade de investir.
“O equilíbrio não será buscado à custa dos mais pobres, mas pela reorganização da máquina, pela avaliação das políticas e pela retomada do crescimento baseado em produtividade, investimento e emprego”, diz o documento do PSD, que defende instituir revisão periódica de programas, subsídios, fundos e benefícios tributários.
Segundo o documento, a dívida pública aumentou, o custo real dos juros permaneceu elevado e o investimento federal foi comprimido no atual governo pela “incerteza fiscal”, que “encarece o capital privado, reduz o horizonte dos empreendedores e impede que a infraestrutura, a indústria e a inovação avancem no ritmo necessário”.
Veja outras propostas:
O programa de governo diz que o ajuste das contas públicas “não será baseado em aumentos sucessivos de impostos nem em cortes lineares [de gastos]”. “O foco será impedir que as despesas obrigatórias cresçam acima da capacidade da economia, eliminar privilégios, rever gastos e benefícios sem resultado e reconstruir a confiança na trajetória da dívida”, acrescentou.
A campanha do PSD defende “qualificar a gestão dos benefícios sociais, integrar bases, corrigir pagamentos indevidos, atualizar cadastros e preservar o acesso de quem tem direito, concentrando o controle em fraudes e desvios, não em barreiras ao cidadão vulnerável”.
Outra proposta é trabalhar para que o investimento total avance dos atuais cerca de 17% do PIB em direção a aproximadamente 25%, “com participação relevante do investimento público das três esferas em áreas nas quais o retorno social não é plenamente apropriado pelo setor privado”.
Avaliou, ainda, que o crescimento sustentável depende de produtividade. “Entre 1981 e 2024, a produtividade por hora trabalhada cresceu apenas cerca de 0,5% ao ano. Com a desaceleração do crescimento da população em idade ativa, a produção por trabalhador será o principal determinante da renda futura”, concluiu.
Renan Santos (Missão)
Renan Santos
Reprodução
A coligação de Renan Santos, candidato do Missão, defende um ajuste fiscal mais vigoroso, classificado como um “remédio amargo”, por meio da implementação da proposta de emenda à Constituição (PEC) do Equilíbrio Fiscal.
Contempla a desindexação e desvinculação de despesas e, também, uma nova reforma da Previdência Social.
Segundo o documento, a proposta é a “desindexação de benefícios previdenciários e assistenciais do salário mínimo (corrigindo-os apenas pela inflação), a desvinculação dos pisos de saúde e educação da receita, a revisão do abono salarial e a redução de renúncias fiscais (gastos tributários), com economia projetada de R$ 1,1 trilhão até 2031”.
O programa do Missão cita o governo do presidente argentino, Javier Milei, como um exemplo. “No nosso caso, também será preciso um remédio amargo para resolver a ‘década perdida’ que começou em 2014, resultado da inconsequente política fiscal do governo Dilma”, acrescentou.
Veja outras propostas:
O plano de governo diz que é apenas com “equilíbrio fiscal” que será possível realizar as demais bandeiras da plataforma para o país: “a destruição do crime organizado, o investimento massivo em infraestrutura e tecnologia, a desfavelização do território e da cultura, e a elevação do Brasil para a posição de uma das cinco nações mais importantes do mundo ao longo das próximas décadas”.
Cita, também, a reforma do funcionalismo público com fim dos supersalários, mudanças nas emendas parlamentares, redução das isenções fiscais e uma nova lei complementar das finanças públicas. “Essas propostas já deverão estar presentes no nosso projeto de PEC de Transição [Equilíbrio Fiscal], que terá por objetivo substituir o arcabouço fiscal por um novo modelo mais inteligente”, diz.
O plano prevê, ainda, a retomada da produtividade: por meio de um diagnóstico sobre a estagnação produtiva brasileira e seus gargalos estruturais; e a reforma total do sistema de assistencialismo, “substituindo o Bolsa Família por um modelo de frentes de trabalho, em que os beneficiários participam de projetos para o bem público, se consolidando como participantes ativos da comunidade”.
Na estratégia para aumentar o crescimento da economia, o programa diz que haverá uma série de “propostas tangíveis” para superar gargalos, que “envolverão quase todos os eixos estruturais da economia brasileira, passando por justiça tributária, legislação trabalhista, regulação financeira e governança pública”.
Romeu Zema (Novo)
Romeu Zema, candidato do Novo à Presidência da República
Gabriel Pinheiro / CNI / Divulgação
A coligação do Novo, do candidato à Presidência Romeu Zema, avalia, em seu plano de governo, que, em virtude do déficit fiscal e do crescimento da dívida pública, a taxa básica de juros está próxima de 15% ao ano — impulsionando as despesas com juros (que consomem cerca de R$ 1 trilhão por ano). Por isso, defende realizar um “choque fiscal nos gastos do governo”.
“O resultado é um país sufocado por impostos, travado por juros altos e empurrado para mais endividamento. Fazer o ajuste fiscal de verdade exige atacar a raiz do problema: cortar gastos, reduzir o peso do Estado onde ele não é essencial e devolver ao orçamento a capacidade de investir, crescer e aliviar a pressão sobre famílias e empresas”, diz o Missão, em seu plano de governo.
O programa também traz a proposta de revisar o crescimento automático das despesas obrigatórias e das regras “que fazem o gasto público se expandir sozinho, inclusive as emendas parlamentares”, ampliando assim o espaço do orçamento destinado a investimento.
Veja outras propostas:
Fazer uma reforma da Previdência envolvendo estados e municípios, bem como a previdência rural e militar, criando também um mecanismo de reajuste automático da idade mínima para aposentadoria com base na expectativa de vida da população e na sustentabilidade do sistema previdenciário no longo prazo, para que as futuras gerações tenham segurança de que serão protegidas na velhice.
O programa propõe privatizar todas as empresas estatais para que o “governo possa se concentrar naquilo que de fato lhe cabe, como segurança pública e educação, reduzindo o espaço para escândalos de corrupção e garantindo maior eficiência no uso dos recursos públicos e mais competição na economia brasileira”. Também recomenda vender os imóveis e ativos públicos sem uso ou não essenciais.
Unificar programas de transferência de renda e aumentar a qualidade do CadÚnico, integrando “fontes alternativas de informação para evitar fraudes e duplicidade de benefícios, de modo que os esforços do governo sejam voltados para tirar as pessoas da pobreza de forma definitiva”.
Fazer uma ampla reforma administrativa que “reduza gastos e deixe o governo enxuto e eficiente, reduzindo os ministérios, cortando cargos comissionados e revisando as autarquias e fundações do governo”.

TikTok leva multa inédita no Brasil: o que causou a decisão? E o que muda? Veja perguntas e respostas

ANPD multa TikTok em R$ 153,7 milhões por falhas na proteção de menores
A multa aplicada contra a ByteDance, dona do TikTok, na terça-feira (25) foi uma medida inédita contra uma empresa de rede social no Brasil.
A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) determinou que a empresa pague R$ 153,7 milhões por violações no tratamento de dados de crianças e adolescentes.
🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Envie para o g1
O órgão concluiu que o TikTok tratou indevidamente dados de menores de idade em desacordo com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e não adotou medidas suficientes para evitar a prática.
O TikTok afirmou ao g1 que a multa se refere a um período anterior ao seu enquadramento à LGPD e que seguirá dialogando com a agência enquanto avalia medidas cabíveis. O processo permite que a empresa entre com um recurso contra a decisão.
Multa ao TikTok marca nova fase da ANPD
A ANPD também determinou que a empresa exclua os dados coletados de forma irregular e apresente um plano de conformidade para reforçar a proteção de menores em sua plataforma.
“Os mecanismos adotados pela empresa não foram suficientes para evitar, desde a origem, o tratamento indevido de dados pessoais de crianças e adolescentes”, disse a ANPD, em comunicado, com base na avaliação de sua Superintendência de Fiscalização.
O caso é diferente de outra decisão tomada pela ANPD neste mês, envolvendo o Discord. Na ocasião, a agência determinou a suspensão das transmissões ao vivo da plataforma no Brasil como medida preventiva, até que a empresa adotasse medidas efetivas para proteger menores durante o uso do serviço
Por que o Brasil multou o TikTok e suspendeu lives do Discord? Entenda a diferença entre os casos
Por que o TikTok foi multado no Brasil?
A ANPD identificou infrações à LGPD em acessos feitos por usuários sem cadastro, que conseguem assistir a vídeos mesmo sem conta, e com cadastro, que informam os dados pessoais à plataforma.
Segundo a agência, as violações cometidas pelo TikTok foram:
coletar indevidamente dados de menores de idade sem cadastro;
não adotar medidas para prevenir a coleta de dados de usuários sem cadastro;
coletar indevidamente dados para criar contas de menores de idade;
não adotar medidas para prevenir cadastros de menores de idade;
não demonstrar medidas que comprovem o cumprimento de normas de proteção de dados.
Segundo a ANPD, o TikTok tratou dados de forma irregular porque não tinha uma “hipótese legal válida” para a prática, ou seja, não cumpria nenhum dos critérios previstos pela LGPD para coletar informações de crianças e adolescentes.
O TikTok alegou que estava amparado pela hipótese de “execução de contrato”, aplicada quando usuários aceitam os Termos de Serviço. Mas a ANPD rejeitou a justificativa porque crianças e adolescentes precisariam de representação ou da assistência dos pais para que o contrato fosse validado.
Como o valor da multa foi definido?
A multa foi calculada com base no faturamento bruto da ByteDance no Brasil em 2025, excluindo os tributos. A receita da empresa não foi exposta nos documentos porque essa informação é protegida pelo sigilo fiscal.
Em seu cálculo, a ANPD rejeitou os atenuantes solicitados pela ByteDance, isto é, fatores que levariam a uma redução do valor da multa.
A empresa disse que apresentou um plano de conformidade que está em vigor desde 2025. Mas a agência alegou que, para reduzir o valor da multa, é preciso ter comprovação de que as medidas do plano foram colocadas em prática.
Quais são os próximos passos?
A ByteDance deve pagar a multa em até 20 dias úteis ou entrar com um recurso contra a decisão em até 10 dias úteis. A empresa pode diminuir a quantia a ser paga em 25% se desistir de recorrer e se fizer o pagamento dentro do prazo.
A dona do TikTok também deverá implementar um plano de conformidade para melhorar a proteção de crianças e adolescentes em sua plataforma.
Para menores de 16 anos cadastrados, o TikTok deverá aplicar as configurações mais restritas, que só poderão ser alteradas com autorização dos responsáveis. A plataforma também terá que reforçar sistemas de supervisão de pais e implementar filtros de conteúdo mais rigorosos.
Na versão sem cadastro, o TikTok deverá:
limitar a experiência a 12 horas;
bloquear a publicação de vídeos, os comentários, o envio de mensagens e interações com terceiros;
impedir usuários de seguirem outros perfis ou serem seguidos;
proibir usuários de publicarem ou assistirem a transmissões ao vivo;
limitar a personalização de conteúdo;
suspender veiculação de anúncios;
exibir apenas conteúdo apropriado para todas as idades;
reduzir a coleta de dados para o mínimo necessário, incluindo idioma e região da pessoa, informações sobre o dispositivo para proteção contra fraudes e informações para melhorar o desempenho do aplicativo.
O que diz o TikTok?
O TikTok afirmou ao g1 que a segurança de crianças e adolescentes é “uma prioridade absoluta” da plataforma e que mantém um diálogo “transparente e colaborativo” sobre o assunto com a ANPD.
A empresa disse ainda que o “trabalho conjunto resultou em um Plano de Conformidade apresentado e aprovado pela agência em 2025”.
“A decisão que impôs a multa se refere a um período anterior (2021) e não reflete as ações previstas nesse plano nem as medidas voluntariamente implementadas desde então, que garantem o cumprimento da LGPD tanto na experiência logada quanto na não logada. Seguiremos dialogando com a ANPD enquanto avaliamos as medidas cabíveis”, disse o TikTok.
A ANPD está investigando outras plataformas?
A ANPD iniciou um monitoramento desse setor para mitigar riscos e proteger crianças e adolescentes no ambiente digital. Em coletiva com a imprensa logo após a decisão sobre o TikTok, a agência confirmou que está olhando para outras plataformas, mas não deu detalhes.
Na última sexta-feira (21), a agência abriu duas ações de fiscalização que envolvem 22 serviços digitais, entre eles redes sociais, plataformas de inteligência artificial e lojas de aplicativos.
Entre elas, estão Instagram, Facebook, X, Discord, YouTube, LinkedIn, Gemini, ChatGPT, Claude, além das lojas de aplicativos de celular App Store e Google Play Store.
As empresas terão de informar quais providências já adotaram ou estão desenvolvendo para cumprir as novas regras de proteção dos usuários na internet, focando em crianças, adolescentes e mulheres no ambiente digital.

Justiça mantém reintegração de 1.900 demitidos da Casas Bahia; veja o que acontece agora

Justiça manda Casas Bahia reverter demissões e limita novos cortes
A Justiça do Trabalho manteve, nesta segunda-feira (24), a decisão que suspendeu as demissões de 1.900 trabalhadores do Grupo Casas Bahia e determinou a reintegração provisória dos funcionários. A empresa entrou com pedido de recuperação extrajudicial na semana passada.
A companhia havia apresentado um mandado de segurança para tentar derrubar a reintegração dos demitidos, mas o processo foi encerrado porque documentos obrigatórios não foram apresentados. Com isso, a Justiça não chegou a analisar o mérito do pedido.
A decisão foi assinada pela juíza Sandra Nara Bernardo Silva, do Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10). Segundo a magistrada, os documentos exigidos deveriam ter sido apresentados no início da ação e não era possível conceder um novo prazo para corrigir a falha.
De acordo com Jorge Soares, advogado e sócio do IW Melcheds Advogados, a decisão garante que os trabalhadores demitidos e abrangidos pela medida permaneçam, por enquanto, vinculados à empresa, com salários e benefícios restabelecidos.
“Isso não significa estabilidade definitiva: as dispensas ainda poderão ocorrer futuramente, desde que precedidas de diálogo efetivo com o sindicato”, diz. Segundo o advogado, o sindicato não precisa autorizar ou concordar com os desligamentos, mas deve participar previamente das negociações.
O que diz o Grupo Casas Bahia
Em nota enviada ao g1, o Grupo Casas Bahia afirmou que respeita o Poder Judiciário e que está adotando as medidas processuais cabíveis em relação à decisão.
“As decisões em curso integram um amplo processo de reestruturação, necessário para garantir a continuidade e a sustentabilidade do negócio, bem como a preservação dos empregos mantidos”, diz a empresa.
Segundo Soares, do IW Melcheds, a negociação poderá discutir alternativas aos desligamentos, critérios para as dispensas e medidas para reduzir seus impactos. “Caso não haja acordo, a validade definitiva das demissões ainda será analisada no processo principal.”
Durigan diz que crise da Casas Bahia não indica problema na economia

As duas frentes da guerra comercial de Trump – O Assunto #1791

O presidente dos Estados Unidos afirmou que esta segunda-feira (24) seria o “Dia D” da guerra econômica que está promovendo contra o Irã. E o Departamento do Tesouro americano de fato anunciou sanções contra pessoas e organizações ligadas ao regime de Teerã e ameaçou fazer o mesmo com países que mantenham qualquer transação econômica com o Irã. O governo iraniano reagiu e afirmou que parceiros comerciais como China e Rússia estão a seu lado. Já nesta terça-feira (25), o Canadá anunciou que irá promover um tarifaço em retaliação às tarifas impostas por Trump aos produtos canadenses – serão alíquotas de até 50% em cerca de 700 produtos importados dos EUA, um impacto de quase R$ 20 bilhões.
Neste episódio, Natuza Nery entrevista Cristina Pecequilo, especialista em relações internacionais. Cristina descreve como o primeiro-ministro canadense Mark Carney enfrentou Trump sob a lógica do “dólar por dólar” e os efeitos do atrito para as economias dos dois países. Ela também explica a tentativa americana de sufocar o Irã com sanções comerciais – e o que Teerã planeja fazer como reação.
Convidada: Cristina Pecequilo, doutora em Ciência Política pela USP, professora de Relações Internacionais da Unifesp e comentarista da rádio CBN.
O podcast O Assunto é produzido por: Luiz Felipe Silva, Carlos Catelan, Luiz Gabriel Franco, Juliene Moretti, Stéphanie Nascimento, Marco Antônio Martins e Thomé Granemann. Na apresentação: Natuza Nery.
Canadá enfrenta Trump e busca novos parceiros
O que você precisa saber:
Após tarifas de Trump, Canadá anuncia retaliação de até 50% contra os EUA
Canadá prepara empréstimos e ampliação de benefícios em resposta às tarifas de Trump
Guerra comercial de Trump com Canadá ameaça republicanos em disputas pelo Senado
‘Dólar por dólar’: Canadá dobra tarifa e aplica até 50% de taxa sobre US$ 20 bi em importações dos EUA
Após ligação entre Lula e Trump, Brasil e EUA marcam nova reunião na segunda para negociar tarifaço
Trump anuncia ‘guerra econômica’ contra o Irã e ameaça países que ajudarem o regime
O Assunto é o podcast diário produzido pelo g1, disponível em todas as plataformas de áudio e no YouTube. Desde a estreia, em agosto de 2019, o podcast O Assunto soma mais de 168 milhões de downloads em todas as plataformas de áudio. No YouTube, o podcast diário do g1 soma mais de 14,2 milhões de visualizações.
O presidente dos EUA, Donald Trump, recebe o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, na Casa Branca em Washington, D.C., EUA, 7 de outubro de 2025.
REUTERS/Evelyn Hockstein/Foto de arquivo

Golpistas avançam do roubo de senhas para o uso de IA para 'clonar' pessoas no Brasil, revela estudo

Deepfake nas eleições: entenda o que é e por que pode enganar o eleitor
Um dos golpes mais comuns na internet, o roubo de senhas, está dividindo espaço com uma nova estratégia no Brasil: a “clonagem” de pessoas para tentar enganar vítimas e obter dinheiro.
É o que mostra um levantamento inédito da Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados, que realiza pesquisas a partir de menções nas redes sociais sobre diferentes temas.
🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
O estudo analisou conteúdos relacionados à segurança digital, incluindo publicações de pessoas que relataram ter sido vítimas de golpes. O g1 teve acesso a alguns desses casos.
O levantamento identificou relatos de golpes em que ferramentas de IA são usadas para reproduzir a voz ou a aparência de pessoas reais a partir de fotos, vídeos e outros conteúdos disponíveis na internet.
Com esse material, criminosos podem criar identidades falsas ou se passar por alguém conhecido da vítima para tornar a abordagem mais convincente.
O que o levantamento encontrou
Segundo a Nexus, 39,7 mil menções relacionadas a problemas de segurança digital enfrentados pelos consumidores foram identificadas nas redes sociais entre janeiro e julho de 2026.
Desse total, 2,8 mil menções, ou 7,3%, tratavam da manipulação de dados pessoais.
O levantamento também identificou 9,1 mil menções a PIX e transações financeiras, relacionadas a preocupações com fraudes.
“O estudo também revela um contraste: enquanto criminosos já usam ferramentas de IA para se passar por outras pessoas de formas cada vez mais convincentes, os brasileiros ainda tentam entender o que é deepfake e como funcionam os novos tipos de golpe”, afirma Marcelo Tokarski, CEO da Nexus.
➡️ O que é deepfake? É uma técnica que usa inteligência artificial para criar ou alterar imagens, vídeos e áudios de forma realista. Ela pode, por exemplo, colocar o rosto de uma pessoa no corpo de outra ou simular alguém dizendo algo que nunca disse.
“Identificar essa lacuna entre o avanço da tecnologia e a familiaridade da sociedade com o assunto é o primeiro passo para proteger o ambiente digital”, completa Tokarski.
Vítima de golpe de roubo de dados alerta seguidores em publicação no X.
Reprodução/X
Um dos golpes mapeados é o “SIM swap”, em que criminosos se passam pela vítima para pedir à operadora um novo chip, alegando que o atual foi roubado ou danificado.
Quando conseguem fazer a troca, o chip original deixa de funcionar e o número passa a receber chamadas e mensagens no aparelho controlado pelos criminosos. Com isso, eles podem interceptar códigos enviados por SMS e tentar redefinir senhas de contas e aplicativos, como Instagram e WhatsApp.
Outro golpe identificado envolve perfis falsos para a venda de ingressos. Nesse caso, criminosos usam dados de outras pessoas para criar perfis aparentemente legítimos e anunciar ingressos falsos para shows.
As ofertas geralmente são direcionadas a usuários que publicam nas redes sociais que estão procurando ingressos. (veja na imagem acima)
Golpistas avançam do roubo de senhas para a clonagem de pessoas no Brasil, revela estudo.
Pexels

Häagen-Dazs de saída do Brasil: os 4 motivos para o adeus da marca de sorvetes

Marca de sorvetes Häagen-Dazs deixa de ser distribuída no Brasil após quase 30 anos
Depois de quase 30 anos de operação no Brasil, a Häagen-Dazs vai deixar o país. A multinacional americana General Mills, dona da marca de sorvetes premium, decidiu abandonar as suas vendas no território nacional.
O desfecho vinha sendo anunciado por números estagnados: entre 2021 e 2025 a marca se manteve em quinto lugar no mercado, com 2% de participação no setor.
🗒️Tem alguma sugestão de reportagem? Mande para o g1
No mesmo período, as vendas de sorvete cresceram no Brasil, de R$ 14,7 bilhões para R$ 20,3 bilhões ao ano, segundo a consultoria Euromonitor.
Especialistas ouvidos pela reportagem apontam ao menos quatro motivos para a saída da marca do país:
a reestruturação global de portfólio da General Mills, que vem priorizando marcas americanas de maior escala;
a mudança no comportamento de consumo do brasileiro, que passou a comprar menos, mas produtos mais caros;
o fechamento das lojas próprias da Häagen-Dazs ainda em 2018, que afastou a marca do consumidor;
e a falta de inovação e de investimento em um mercado premium que ficou mais concorrido.
Em comunicado divulgado esta semana, a General Mills afirma que “a marca Häagen-Dazs não será mais distribuída no Brasil, devido a um plano de reformulação de portfólio, anunciado em março de 2026”.
Em março, a multinacional vendeu as suas operações no país, envolvendo as marcas Yoki e Kitano, para o Grupo 3Corações, especializado em cafés, por R$ 800 milhões. A Häagen-Dazs, cujos produtos são importados, em especial da França, não foi incluída no negócio.
“O negócio de sorvetes exige toda uma logística de distribuição, de cadeia congelada, que é mais onerosa mesmo para as grandes empresas”, diz Cecília Russo Troiano, sócia da Troiano Branding.
“Em caso de reestruturação de indústrias multimarcas, elas acabam priorizando categorias que não exigem tanto esforço e capital”, diz a consultora.
É o caso tanto da General Mills, que vem se concentrando em marcas globais com forte presença nos Estados Unidos, como Betty Crocker (mistura para bolos) e Cheerios (cereais), quanto da Unilever, que no ano passado separou o negócio de sorvetes, dando origem à The Magnum Ice Cream.
Ao mesmo tempo, o consumo de sorvetes no Brasil vem mudando de perfil.
“O consumo de sorvetes e guloseimas no Brasil está se transformando: o público compra menos, mas prefere marcas mais caras, produtos de maior qualidade. Esse é um dos efeitos também do uso de canetas emagrecedoras, que tiram a compulsão pela comida”, diz Eduardo Halpern, professor do curso de Administração da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing).
Halpern lembra ainda que a busca por um estilo de vida mais saudável vem sendo observada em diferentes faixas etárias.
Uma pesquisa da NielsenIQ aponta que as canetas emagrecedoras, conhecidas pelos nomes comerciais de Ozempic, Wegovy e Mounjaro, entre outros, estão presentes em 25% a 30% dos lares no país — seja a versão oficial dos medicamentos, ou genéricas como as “canetas do Paraguai”, ou mesmo as versões manipuladas aplicadas por endocrinologistas em consultórios, prática proibida pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
No país, diz Halpern, o consumo de sorvetes é pulverizado: 62% do mercado está com marcas que detêm menos de 1% de participação cada.
“São marcas fortes em suas respectivas cidades ou regiões, mas sem presença nacional, porque a distribuição deste produto é complexa”.
A líder é a The Magnum Ice Cream (dona de Kibon, Ben & Jerry’s, Magnum e Cornetto), com 24% de participação em valor. Em segundo lugar está a Nestlé, com 7%, seguida pela paulista Jundiá (3%) e a goiana Creme Mel (2%).
Quando chegou ao Brasil, em 1997, a Häagen-Dazs — nome de inspiração dinamarquesa inventado pelo casal de fundadores, Reuben e Rose Mattus, em 1960, nos Estados Unidos — deu origem ao negócio de sorvetes premium no país e chegou a ter lojas próprias em São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro e Brasília.
Mas em 2018 a marca fechou os oito pontos de venda que ainda mantinha e passou a ser vendida apenas no varejo. Para especialistas, foi o início do afastamento da marca de seu consumidor.
“Uma marca sem loja perde pontos de contato com o cliente, o que é muito importante para um produto que não se vende por preço, mas por desejo”, diz Cecília Troiano.
“Depender apenas do ponto de venda de terceiros te deixa esquecido no congelador”.
O diretor de uma rede de supermercados de médio porte da capital paulista, que não quis se identificar, diz que a Häagen-Dazs já dava sinais de cansaço no ponto de venda.
“Paramos de vender Häagen-Dazs há um ano e meio, os freezers da marca estavam dando problemas e o pessoal dizia que não conseguia consertar. Além disso, eram muito ruins na negociação comercial”, diz ele.
“Colocamos a Bacio di Latte no lugar e está indo bem melhor que a Häagen-Dazs”, afirma.
Nos últimos anos, uma série de marcas premium surgiu com lojas próprias — casos de Bacio di Latte, Borelli, La Basque e Heladeria Havanna —, ocupando o espaço que a Häagen-Dazs deixou vago.
“Uma marca premium precisa de uma flagship [loja de referência]”, diz o publicitário Luiz Lara, fundador da agência Lew’LaraTBWA (hoje LolaTBWA).
“A Häagen-Dazs se acomodou e deixou de inovar. [Hoje em dia o mercado] tem até picolé com proteína”, afirma.
Häagen-Dazs anunciou que sairá do Brasil.
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