Trump anuncia acordo que garante aos EUA controle de mais de 65 bilhões de barris de petróleo em reservas da Venezuela

EUA vão ter controle sobre 65 bilhões de barris de petróleo da Venezuela
O presidente dos EUA, Donal Trump, anunciou nesta sexta-feira (28) um acordo que garante aos EUA o controle de reservas de petróleo da Venezuela equivalentes a 65 bilhões de barris, ou cerca de 21% de todo o petróleo do país.
A Venezuela se encontra sob ampla influência americana desde que o governo Trump sequestrou e depôs Nicolás Maduro, em janeiro deste ano (leia mais abaixo).
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“Sob minha orientação, o Secretário de Estado Marco Rubio e o Secretário de Guerra Pete Hegseth — trabalhando em estreita colaboração com a altamente respeitada Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodriguez, e por meio de uma parceria com o setor privado — garantiram o controle majoritário dos EUA sobre mais de 65 BILHÕES DE BARRIS de reservas comprovadas de petróleo na Venezuela, sem qualquer custo para o contribuinte americano”, escreveu Trump na sua rede social, a Truth Social.
A Venezuela é o país com as maiores reservas conhecidas de petróleo do mundo, estimado em 303 bilhões de barris. Atualmente, o país sul-americano produz cerca de 1,25 milhão de barris de petróleo bruto por dia.
Esse controle ocorrerá, segundo Trump, por meio de parcerias com empresas privadas. Os detalhes do acordo não estão imediatamente claros.
Trump disse que o acordo mais do que dobraria as reservas de petróleo dos Estados Unidos.
Tanques com o logo da PDVSA em refinaria em Curaçao
Andres Martinez Casares/Reuters
O governo Trump está sob pressão, antes das eleições de meio de mandato previstas para novembro, devido à alta dos preços da gasolina — situação que poderia ser amenizada com o acesso a petróleo mais barato e o aumento da produção. Os EUA também buscam soluções para recompor sua Reserva Estratégica de Petróleo, incluindo a possibilidade de realizar trocas de petróleo bruto com produtores americanos.
Desde que os EUA capturaram e removeram o ex-presidente Nicolás Maduro do poder em janeiro, Washington tem tentado garantir um fluxo estável de petróleo bruto venezuelano para as refinarias americanas.
Trump fala com a imprensa na Casa Branca após assinar ordem executiva renomeando o Lago Ontário como Lago América
Evan Vucci/Reuters
Deposição de Maduro
Em 3 de janeiro, uma operação militar americana realizou uma invasão ao país, sequestrando o presidente Nicolás Maduro.
Maduro foi levado a Nova York, onde se encontra preso aguardando julgamento.
Em seu lugar, foi nomeada como presidente interina Delcy Rodríguez, vice de Maduro, mas cujo governo tem tomado medidas pró-Washington, como a soltura de dissidentes políticos e o envio de petróleo para os EUA.
Marco Rubio
Marco Rubio durante evento em Washington em 4 de agosto de 2026.
Kevin Lamarque/Reuters
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, é apontado como a autoridade que dita de fato as ordens em Caracas.
O republicano tem defendido uma aproximação com Caracas principalmente por causa da importância do país no mercado de petróleo. O tema ganhou ainda mais relevância para a Casa Branca após a escalada do conflito com o Irã, que pressionou os preços internacionais da commodity.
Ao mesmo tempo, a oposição venezuelana e entidades de defesa dos direitos humanos têm pedido um avanço mais rápido das negociações políticas. A cobrança também encontra apoio entre parlamentares democratas e republicanos no Congresso dos Estados Unidos.
Rubio já havia defendido que a Venezuela passaria por três etapas após a saída de Maduro: estabilização econômica, reorganização política e uma transição para eleições.

Clube dos 90+: veja quem são os bilionários mais velhos do Brasil, segundo a Forbes

Ivan Müller Botelho, ex-presidente da Energisa, em julho de 2015, em Palmas (TO).
Divulgação/Assessoria do Governo de Tocantins
Os empresários João Jacob Vontobel e Daniel Miguel Klabin, ambos com 97 anos, lideram o ranking dos bilionários mais velhos do Brasil em 2026, segundo a lista da Forbes divulgada nesta quinta-feira (27).
Junto com os outros três nomes que completam a lista dos mais longevos, eles acumulam uma fortuna estimada em R$ 16,2 bilhões. O levantamento mostra que a longevidade continua presente entre os grandes patrimônios brasileiros.
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Fundador da Vonpar, João Jacob Vontobel aparece como o bilionário mais velho do Brasil. O empresário gaúcho comandou a companhia, criada em 1948, que se tornou uma das principais engarrafadoras da Coca-Cola no país antes de ser vendida à mexicana Femsa.
A família mantém negócios no setor de alimentos, incluindo marcas como Neugebauer, MuMu e Wallerius. Sua fortuna é estimada em R$ 3 bilhões.
Na segunda posição está Daniel Miguel Klabin, herdeiro da família fundadora da Klabin, uma das maiores fabricantes de papel e celulose do Brasil. Apesar de ter avançado posições no ranking geral de bilionários em relação ao ano anterior, sua fortuna caiu de R$ 1,8 bilhão para R$ 1,6 bilhão.
A terceira colocação pertence a Consuelo Andrade de Araújo e família, controladores do Banco Mercantil do Brasil.
Aos 94 anos, ela registrou um dos maiores avanços do ranking. Beneficiada pela valorização das ações da instituição, sua fortuna passou de R$ 1,2 bilhão para R$ 2,2 bilhões em um ano.
Também mineiro, Ivan Müller Botelho, presidente de honra da Energisa, ocupa a quarta posição entre os mais velhos. Com 92 anos, o empresário viu sua fortuna chegar a R$ 5,1 bilhões, alta de 35% em relação a 2025.
A Energisa é um dos maiores grupos do setor elétrico brasileiro e reúne dezenas de subsidiárias em diferentes regiões do país.
Fechando o ranking está Alair Martins do Nascimento, fundador do Grupo Martins. Aos 92 anos, ele controla um dos maiores grupos de atacado e distribuição do Brasil, com atuação em todo o país. Sua fortuna chegou a R$ 4,3 bilhões em 2026.
Veja o ranking dos bilionários mais velhos do Brasil em 2026:
João Jacob Vontobel (97 anos): R$ 3 bilhões;
Daniel Miguel Klabin (97 anos): R$ 1,6 bilhão;
Consuelo Andrade de Araújo e família (94 anos): R$ 2,2 bilhões;
Ivan Müller Botelho (92 anos): R$ 5,1 bilhões;
Alair Martins do Nascimento (92 anos): R$ 4,3 bilhões.
Diferença geracional chega a 76 anos
Dos cinco bilionários mais velhos do país, três são de Minas Gerais: Consuelo Andrade de Araújo, Ivan Müller Botelho e Alair Martins do Nascimento. O estado reúne atualmente 20 bilionários na lista nacional, atrás apenas de São Paulo, com 95 nomes, e do Rio de Janeiro, com 37.
O ranking também mostra o contraste entre gerações. Enquanto os líderes da lista dos mais velhos têm 97 anos, a bilionária mais jovem do país em 2026, Amelie Voigt Trejes, ligada à família controladora da WEG, tem 21 anos.
Em muitos desses casos, a riqueza tem origem em heranças familiares e participações societárias em grandes grupos empresariais.

Quanto é preciso ganhar para dizer que você ganha bem?

Você ganha bem ou mal? Entenda 3 formas de avaliar sua renda
Ganhar bem ou mal não é apenas uma questão de salário. Na economia, a renda é relativa e pode ser analisada por diferentes critérios — como a posição na distribuição de renda do país, o poder de compra e quanto sobra no fim do mês. O custo de vida ajuda a definir o valor real do rendimento.
Outro fator é a estabilidade. Ganhos pontuais não sustentam padrão de vida ao longo do tempo. No fim, pesa o equilíbrio do orçamento: quem ganha mais e gasta mal pode viver apertado, enquanto uma renda menor, bem organizada, garante mais estabilidade e previsibilidade.
Neste vídeo, você vai entender as três principais formas de saber se você ganha bem ou mal. Toda semana, o g1 Explica simplifica a economia, o mercado financeiro e a educação financeira, mostrando como tudo isso afeta o seu bolso.

Da Austrália à Europa: veja países que restringem acesso de crianças às redes sociais

França aprova proibição de redes sociais para menores de 15 anos; medida é inédita na UE
Em dezembro, a Austrália se tornou o primeiro país do mundo a proibir o uso de redes sociais por menores de 16 anos. A medida bloqueia o acesso a plataformas como YouTube, Instagram e Facebook.
A seguir, um resumo das medidas adotadas ou em discussão em diferentes países para regulamentar o acesso às redes sociais, em meio às crescentes preocupações com os impactos dessas plataformas na saúde e na segurança de crianças e adolescentes.
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Austrália
Uma lei histórica obrigou as principais plataformas de redes sociais a impedir o acesso de menores de 16 anos a partir de 10 de dezembro de 2025. A medida é considerada uma das regulamentações mais rigorosas do mundo voltadas às grandes empresas de tecnologia.
As empresas que não cumprirem as regras poderão ser multadas em até A$ 49,5 milhões (US$ 34,9 milhões).
Jovem usa o celular em Sidney, na Austrália; país aprovou lei que proíbe acesso de menores de 16 anos às redes sociais
Hollie Adams/Reuters
Grã-Bretanha
O Reino Unido planeja proibir o uso de redes sociais por menores de 16 anos. A medida deverá ser aprovada até o Natal e entrar em vigor por volta da primavera de 2027, segundo o ex-primeiro-ministro Keir Starmer, que fez a declaração em 15 de junho.
As grandes empresas de tecnologia que operam no país também deverão impedir que crianças compartilhem imagens de nudez por meio de seus celulares. Caso contrário, poderão ser obrigadas a cumprir uma legislação específica, disse Starmer em 8 de junho.
Pelos planos, empresas como Apple e Google teriam de desenvolver ou ativar recursos em smartphones e tablets capazes de detectar e bloquear imagens de nudez para crianças. Adultos ainda poderiam tirar, compartilhar ou visualizar esse tipo de conteúdo por meio de um sistema de verificação de idade.
Reino Unido anuncia novas propostas para regular uso de IA e restringir acesso de menores de idade às redes sociais
Jornal Nacional/ Reprodução
China
O órgão regulador do ciberespaço da China implementou um programa chamado “modo menor”, que estabelece restrições nos dispositivos e regras específicas para aplicativos. O objetivo é limitar o tempo de uso de telas de acordo com a idade.
Dinamarca
Em novembro, a Dinamarca anunciou que proibiria o uso de redes sociais por menores de 15 anos. Os pais, no entanto, poderiam autorizar o acesso a determinadas plataformas a partir dos 13 anos.
França
Em 14 de agosto, o Supremo Tribunal da França bloqueou um projeto de lei que proibia o acesso de menores de 15 anos às redes sociais. Segundo a corte, a medida violava a liberdade de expressão.
O Parlamento francês havia aprovado a proibição em julho, em meio a preocupações crescentes com o bullying virtual e os riscos das redes sociais para a saúde mental.
Alemanha
Menores de 13 a 16 anos só podem usar redes sociais com o consentimento dos pais. Defensores da proteção infantil, porém, afirmam que os controles existentes são insuficientes.
Grécia
A Grécia está “muito perto” de anunciar uma proibição do uso de redes sociais por menores de 15 anos, disse uma fonte de alto escalão do governo à Reuters em 3 de fevereiro.
Índia
Em janeiro, o principal conselheiro econômico da Índia defendeu a adoção de limites de idade para o uso de redes sociais. Ele classificou as plataformas como “predatórias” pela forma como mantêm os usuários conectados.
Dois dias antes, o estado turístico de Goa havia anunciado que estudava adotar restrições semelhantes às da Austrália.
Itália
Crianças menores de 14 anos precisam de autorização dos pais para criar contas em redes sociais. A partir dos 14 anos, o consentimento não é mais necessário.
Malásia
A Malásia começou a impedir que menores de 16 anos criem contas em plataformas de redes sociais, informou seu órgão regulador de comunicações em 1º de junho.
Nova Zelândia
O primeiro-ministro da Nova Zelândia, Christopher Luxon, está propondo proibir o uso de redes sociais por menores de 16 anos. As plataformas que descumprirem as regras poderão receber multas de até 10% de sua receita global.
O projeto de lei exigiria que as empresas adotassem medidas razoáveis para verificar a idade dos usuários. Entre as possibilidades estão o uso de informações de contas existentes, tecnologia de reconhecimento facial e documentos de identidade digital.
Noruega
Em 2024, o governo norueguês propôs aumentar de 13 para 15 anos a idade mínima para que crianças possam dar consentimento aos termos de uso das redes sociais. Os pais ainda poderiam autorizar o acesso de menores.
O governo também começou a elaborar uma legislação para estabelecer 15 anos como idade mínima absoluta para o uso dessas plataformas.
Polônia
O partido governista da Polônia está preparando uma legislação para proibir o uso de redes sociais por menores de 15 anos e responsabilizar as plataformas pela verificação da idade dos usuários, informou o governo em 27 de fevereiro.
Eslovênia
A Eslovênia está elaborando um projeto de lei que proibiria menores de 15 anos de acessar redes sociais, afirmou o vice-primeiro-ministro Matej Arcon em 6 de fevereiro.
Espanha
A Espanha pretende avançar com novas regras para tornar as redes sociais e a inteligência artificial mais seguras, apesar da forte pressão da indústria de tecnologia, afirmou o ministro da Transformação Digital, Oscar López, à Reuters em maio.
Em fevereiro, o primeiro-ministro Pedro Sánchez afirmou que o país proibiria o acesso às redes sociais por menores de 16 anos e obrigaria as plataformas a adotar sistemas de verificação de idade.
Suécia
Uma comissão nomeada pelo governo sueco recomendou, em 2 de junho, a adoção de 15 anos como idade mínima para o uso de redes sociais.
A proibição poderia ser estruturada de forma que as próprias plataformas fossem responsáveis pela verificação da idade dos usuários, afirmou a investigadora Lisa Englund Krafft em uma coletiva de imprensa ao lado do ministro de Assuntos Sociais e Saúde Pública, Jakob Forssmed.
Turquia
Em 24 de abril, o Parlamento da Turquia aprovou uma lei que proíbe menores de 15 anos de usar redes sociais e estabelece novas regras para plataformas digitais, incluindo empresas de jogos.
Emirados Árabes Unidos
Os Emirados Árabes Unidos aprovaram, em 18 de junho, uma resolução que estabelece 15 anos como idade mínima para o uso de redes sociais, informou o gabinete de imprensa do governo.
O país se tornou o primeiro do mundo árabe a adotar uma medida desse tipo. A resolução proíbe menores de 15 anos de criar ou usar contas pessoais em redes sociais e restringe seu acesso às funcionalidades das plataformas.
Estados Unidos
Um projeto de lei nos Estados Unidos que obriga empresas de redes sociais a adotar mais medidas para proteger crianças e adolescentes superou um importante obstáculo político depois que o senador republicano Ted Cruz afirmou, em 12 de maio, que apoiaria a proposta.
Cruz disse, durante um evento em Washington, que apoiaria o Kids Online Safety Act. O projeto exige que as empresas adotem “cuidados razoáveis” ao desenvolver recursos que possam contribuir para danos a menores.
A proposta é independente da Lei de Proteção da Privacidade Online das Crianças (COPPA), que já está em vigor e impede que empresas coletem dados pessoais de menores de 13 anos sem o consentimento dos pais.
Vários estados americanos aprovaram leis que exigem autorização dos pais para que menores usem redes sociais. Essas medidas, porém, enfrentaram contestações judiciais com base no direito à liberdade de expressão.
Legislação da União Europeia
Em 12 de maio, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a União Europeia buscaria reforçar a proteção de crianças contra recursos considerados prejudiciais nas redes sociais.
Segundo ela, a Comissão Europeia pretende combater “práticas de design viciantes e prejudiciais” por meio da Lei de Equidade Digital, proposta que deverá ser apresentada ainda neste ano. Um painel de especialistas prepara recomendações sobre como a medida deverá ser implementada.
Em novembro, o Parlamento Europeu aprovou uma resolução que pede a proibição, em toda a União Europeia, do acesso de menores de 16 anos a plataformas online, sites de compartilhamento de vídeos e assistentes virtuais de inteligência artificial sem o consentimento dos pais. Para menores de 13 anos, a proposta prevê uma proibição total.
Indústria de Tecnologia
Plataformas como TikTok, Facebook e Snapchat afirmam que os usuários precisam ter pelo menos 13 anos para criar uma conta.
Defensores da proteção infantil, porém, consideram os controles insuficientes. Dados oficiais de diversos países europeus mostram que um número significativo de crianças menores de 13 anos possui contas em redes sociais.

Os melhores países para estrangeiros morarem em 2026 (o Brasil está na lista)

Reza Motalebpour elogia a facilidade de trabalhar remotamente na Cidade do Panamá
Getty Images via BBC
A pesquisa Expat Insider 2026, da InterNations (uma comunidade global de pessoas que moram e trabalham no exterior), avaliou 31 países, em termos de qualidade de vida, facilidade de adaptação, possibilidades de trabalho, finanças pessoais e as necessidades básicas do dia a dia, como moradia e serviços digitais.
Entre os vencedores deste ano, as avaliações de cordialidade e custo de vida foram as que causaram maiores impactos.
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Sete dos 10 primeiros destinos também ficaram entre os lugares mais fáceis para se estabelecer. E cinco eram os líderes mundiais no quesito finanças pessoais.
A BBC conversou com expatriados dos cinco primeiros colocados, para saber por que eles se mudaram para aqueles países, como se adaptaram e o que os possíveis novos moradores devem saber antes de viajar.
Agora no g1
1. Panamá
O Panamá ocupa a liderança da pesquisa pelo terceiro ano consecutivo. O país foi o primeiro colocado nos índices de Trabalho no Exterior e Finanças Pessoais.
Dentre os imigrantes pesquisados residentes no país, 87% estão felizes com a vida no exterior, em comparação com a média global de 70%. E 90% afirmam que é fácil encontrar moradia.
Ariel Barrionuevo se mudou da Argentina para o litoral panamenho do Caribe oito anos atrás. Ele passou rapidamente a ter um sono mais profundo, acordar descansado e se sentir mais presente.
“Percebi que não era porque eu estava de férias, mas porque este lugar tem um ritmo próprio”, conta Barrionuevo. Agora, ele é diretor do Hotel La Coralina Island House, na ilha Colón.
Seu dia típico inclui uma parada à beira-mar, caminhar pelo jardim tropical e ouvir o canto dos pássaros.
“É um ritual simples, mas me lembra, todos os dias, por que decidi morar aqui”, ele conta.
Barrionuevo acha o custo de vida no Panamá mais baixo que na Argentina e destaca a estabilidade econômica, que faz com que o planejamento e os negócios sejam mais previsíveis.
Reza Motalebpour se mudou do Canadá para a Cidade do Panamá em 2026. Ela conta que o trabalho remoto é fácil, com internet confiável disponível em casa e nos espaços de co-working.
Motalebpour também percebeu que os serviços bancários são simples, especialmente porque a economia do país é dolarizada.
A taxa de câmbio pode inicialmente fazer os custos parecerem altos para os canadenses. Mas ela explica que as contas dos serviços essenciais, prêmios de seguro e impostos sobre imóveis no Panamá são relativamente baixos. Com isso, o custo de vida em geral ainda é favorável.
A vida no Panamá também tem seus atropelos. Barrionuevo menciona as entregas demoradas e o clima, que pode reverter rapidamente os planos na ilha onde ele mora.
Mas ele não se arrepende de ter escolhido um estilo de vida mais lento. E incentiva os visitantes ou possíveis imigrantes a tomar a mesma decisão.
Barrionuevo recomenda visitar Bluff Beach, comprar frutas frescas em uma barraca à beira da estrada e passar a tarde observando os surfistas em Paunch Beach.
“Cheguei pensando que estava me mudando para um destino bonito”, ele conta.
“Agora, na verdade, vejo que estava adotando uma forma de vida diferente, que valoriza o tempo e não a velocidade, as experiências e não as posses e a conexão, não a atividade constante.”
2. México
Em primeiro lugar no quesito Facilidade de Acomodação, o México ocupa o segundo lugar geral e segue sendo o país mais fácil do mundo para que os expatriados se sintam em casa.
Fazer amigos locais é fácil para 73% dos pesquisados, bem acima da média global de 39%. O círculo social é majoritariamente local para duas vezes a média global dos expatriados.
“Fiz amigos melhores no exterior do que eu tinha em Chicago”, afirma Kirsten Raccuia, responsável pelo blog de expatriados Sand in My Curls.
Ela e seu marido se mudaram dos Estados Unidos para Puerto Vallarta, no oeste do México, em 2022. Eles dizem que o senso de comunidade e o baixo custo de vida os mantiveram naquele local.
As praias e o forte senso de comunidade de Puerto Vallarta, no oeste do México, fizeram do local uma escolha popular entre os estrangeiros
Getty Images via BBC
Raccuia conta que os tacos de rua custam cerca de um dólar (R$ 5,20) e uma recente cirurgia de emergência de retirada de apêndice, incluindo a internação hospitalar, custou menos de US$ 4 mil (cerca de R$ 20,8 mil), um valor inimaginável nos Estados Unidos.
Para vivenciar melhor a cidade, Raccuia recomenda tomar café da manhã nos mercados locais e visitar a praia no domingo, quando as famílias se reúnem.
“Sim, é coisa de turista, mas os moradores locais também fazem”, segundo ela.
Uma ressalva: o México ficou em 25° lugar em segurança entre os 31 países pesquisados, com 68% dos expatriados avaliando positivamente sua segurança pessoal. A média global é de 81%.
3. Tailândia
Terceira colocada em geral, a Tailândia recebe os expatriados mais felizes do mundo — 86% deles relatam satisfação com a vida no exterior.
O país também recebeu a maior avaliação da pesquisa no quesito Custo de Vida, Foram 85% de opiniões positivas, mais que o dobro da média global.
“Nós quatro comemos pelo equivalente a cerca de US$ 1,35” (cerca de R$ 7), conta Bethan Jeentipraphet, relembrando sua primeira refeição de rua na capital tailandesa, Bangkok.
A britânica mãe de dois filhos se mudou de Devon, no sudoeste da Inglaterra, em 2024, com seu marido tailandês. A intenção era ficar um ano, mas, “depois de duas semanas, eu sabia que não iria voltar”.
O custo de vida da Tailândia foi bem avaliado, com elogios também à comida, cultura e qualidade de vida do país
Getty Images via BBC
Jeentipraphet afirma que o sistema educacional da Tailândia transformou seu filho.
“O respeito é enorme na cultura tailandesa e os estudantes, aqui, certamente têm o máximo respeito pela educação”, ela conta. “Ele é uma criança totalmente nova.”
Aaron Henry se mudou de Los Angeles, nos Estados Unidos, 11 anos atrás. Para ele, Bangkok se modernizou sem mudar sua cultura.
“A cidade preservou os aspectos únicos da cultura tailandesa e, especialmente na última década, explodiu em termos de cozinha internacional, parques excepcionais, galerias de arte e shopping centers de luxo”, descreve Henry.
Ele recomenda caminhar pelos bairros que recebem menos turistas, como Ari e Phra Khanong, para observar a cidade como fazem os moradores.
Jeentipraphet recomenda que os recém-chegados se esforcem para compreender e respeitar os costumes locais, retirando os sapatos antes de entrar nas casas e ouvindo de pé, respeitosamente, o hino nacional, executado em público todos os dias, às 8 e às 18 horas.
“Para os expatriados dispostos a adotar a cultura tailandesa e incorporar as normas culturais, a Tailândia pode ser um lugar extremamente recompensador para se viver.”
4. Emirados Árabes Unidos
Com altas notas em Perspectivas de Carreira e Necessidades Básicas para Expatriados (incluindo vistos e idioma), os moradores internacionais acomodam sua vida e constroem suas carreiras nos Emirados Árabes Unidos com facilidade.
A InterNations realizou a pesquisa em fevereiro e março de 2026, pouco antes e depois do início da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã. Por isso, os resultados refletem seus impactos apenas parcialmente.
Mas os expatriados que continuam morando nos Emirados afirmam que, apesar de alguns ajustes, a vida continuou praticamente inalterada.
“O dia a dia em Dubai parece normal”, segundo a consultora de imagem Michelle Sterling. Ela divide seu tempo entre Dubai e os Estados Unidos, mas, atualmente, prefere os Emirados.
“Para mim, Dubai oferece um estilo de vida que parece mais seguro, mais confortável e mais barato.”
Os mercados do bairro tradicional de Bur Dubai e seus restaurantes mostram melhor o dia a dia da cidade aos visitantes
Getty Images via BBC
Nikita Oruganty se mudou de Londres para Dubai no início deste ano, para trabalhar em comunicações. Ela conta que o ambiente acolhedor continua fazendo dos Emirados Árabes Unidos um país atraente.
“Outros países estão dificultando as regras de imigração, mas os EAU sempre receberam bem os expatriados”, afirma ela.
Oruganty reconhece como as autoridades do país tratam da segurança e das comunicações durante períodos de incerteza.
“Esta sensação de estabilidade é muito importante quando se vive no exterior, sem a proximidade da sua família”, ela conta.
Para observar como os moradores realmente vivem, Oruganty recomenda passar pelo menos um dia longe da versão de luxo da cidade, andar de metrô na hora do rush, caminhar pelos bairros tradicionais de Bur Dubai e Deira, cruzar Dubai Creek de abra (a balsa de madeira tradicional) e comer em um pequeno restaurante indiano, filipino ou libanês.
“É ali que você observa o dia a dia de Dubai, muito mais comum do que sugere sua imagem internacional”, explica ela.
Além de Dubai, a expatriada britânica Sharon Mckernan mora em Ras Al Khaimah há oito anos e nunca pensou em voltar.
“Gosto do ritmo de vida simples e prático”, segundo ela.
“Não existe a correria constante, o tráfego é menor e, geralmente, há menos complicações diárias, o que nos oferece mais tempo com a família para ir à piscina, à praia ou visitar as montanhas por aqui.”
Mckernan também destaca que a assistência médica é rápida e eficiente e que fez amigos com facilidade, com pessoas de todo o mundo.
Para os visitantes, ela sugere observar o pôr do sol em Jebel Jais, a montanha mais alta dos Emirados Árabes Unidos, ou visitar a aldeia histórica de Al Jazirah Al Hamra.
“Ela oferece um lado dos Emirados que é diferente e relativamente desconhecido da maioria”, segundo ela.
5. Brasil
O Brasil aparece pela primeira vez entre os cinco primeiros, após ocupar a 15ª posição no ano passado.
O país contou com altas avaliações de felicidade, facilidade de acomodação, cordialidade e cultura local. E muitos expatriados afirmam que o calor humano das pessoas faz com que eles se sintam em casa.
“Você pode encontrar alguém pela primeira vez na quinta-feira e ir à casa daquela pessoa no sábado comer churrasco”, conta Clint Manning. Ele se mudou de Barbados para São Paulo para abrir o seu negócio.
“Como vim de Barbados, onde tive um estilo de vida similar, parece muito com a minha casa, mas em escala muito maior.”
O Ibirapuera, em São Paulo, é um dos maiores parques urbanos da América Latina
Getty Images via BBC
Manning relembra que nem todas as pessoas falam inglês no Brasil, o que ele considera uma vantagem.
“Para alguém realmente interessado em aprender o idioma, é uma experiência fantástica, pois você é forçado a se comunicar em português por necessidade”, conta ele.
“Fiquei fluente com muito mais rapidez do que se estivesse tentando aprender dinamarquês ou alemão, na Dinamarca ou na Alemanha.”
Em São Paulo, Manning recomenda aos estrangeiros visitar os bares e padarias da Vila Madalena e da Bela Vista, comer sushi no bairro japonês da Liberdade e praticar atividades físicas no parque do Ibirapuera, um dos maiores da América Latina.
Mas, mais do que qualquer local ou cenário, os expatriados afirmam que os moradores locais criam a melhor sensação de pertencimento.
“Eles são verdadeiramente interessados e curiosos para me conhecer e fazer com que eu me sinta incluído desde o princípio”, conta Chris Kohl, que morou em São Paulo por 12 anos.
“Em vez de fazerem com que eu me sentisse um estrangeiro, os brasileiros me fizeram sentir pertencimento.”
Os 10 melhores países para estrangeiros morarem em 2026
Panamá
México
Tailândia
Emirados Árabes Unidos
Brasil
Espanha
Singapura
Portugal
Malásia
Luxemburgo
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Aeroporto de Brasília/Divulgação